Após quase um mês internada, morreu a segunda vítima de uma explosão com álcool que ocorreu em Rio do Sul, no Vale do Itajaí. Raissa Pacheco, de 15 anos, teve queimaduras em 80% do corpo no acidente, que também matou o irmão dela, um menino de 9 anos.
A tragédia ocorreu porque a família usava etanol em uma panela para fazer fogo e tentar secar a casa de madeira, atingida por uma enchente, segundo relato de testemunhas aos bombeiros. O acidente foi em 11 de novembro. A mãe deles também ficou ferida.
Raissa estava internada no Hospital Municipal São José de Joinville, no Norte de Santa Catarina, especializado em queimaduras. A cidade fica a cerca de 170 quilômetros de Rio do Sul.
Depois do acidente, os três foram levados ao hospital. O menino morreu no dia seguinte. Raissa e a mãe foram levadas ao hospital em Joinville e foram para Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A adolescente teve 80% do corpo queimado. A mãe, 50%. A mulher teve alta da UTI e está na área de internação.
O incêndio teria começado após a criança colocar, com um galão, mais álcool no recipiente. As chamas, segundo os bombeiros, foram controladas pelos vizinhos com extintor de incêndio, antes mesmo da chegada dos socorristas.
Um laudo do Corpo de Bombeiros Militar deve confirmar o que ocorreu na casa. O capitão Leonardo Felipe Ardigó da Silva informou na época que a prática de acender fogo em recipiente para secar ambientes ou aquecê-los é extremamente perigosa e não deve ser feita.
"Além do risco de explosão, gera monóxido de carbono se realizado em um ambiente fechado, causando asfixia", disse o bombeiro.