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Homem que matou mulher em Guaramirim é denunciado MPSC
Publicado em 18/06/2024 05:43
Segurança

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou Gilberto Ludvichak, de 44 anos, por homicídio com quatro qualificadoras - motivo torpe, dissimulação, para assegurar a impunidade de outro crime e feminicídio.

 

Consta na acusação que ele tirou a vida de Juliana Grasiela Pinheiro Wirth, de 40 anos, em maio de 2024. A ação penal pública foi ajuizada em 6 de junho de 2024 e recebida pela Justiça no mesmo dia.

 

De acordo com a peça acusatória, o crime aconteceu entre os dias 23 e 24 de maio de 2024 no bairro Nova Esperança.

 

O réu atingiu a vítima com um golpe de faca na região do peito, causando sua morte. A ação ocorreu por uma suspeita de que a mulher, que morava de aluguel no local dos fatos, havia feito uma denúncia contra ele e sua ex-companheira por crimes contra a filha menor de idade.

 

O denunciado, acreditando que a vítima havia comunicado os supostos crimes à autoridade policial, disse à ex-companheira que iria "fazer um negócio" e "acabar logo com esses problemas".

 

Conforme consta, ele foi até a residência da vítima e a matou. O ato criminoso foi praticado na presença do filho dela, uma criança de apenas dois anos.

 

Após o crime, ele retornou ao local da ação e filmou o corpo da mulher e a criança, que estava acordada ao lado do corpo e nitidamente assustada.

 

Golpe de faca

 

O Promotor de Justiça Wesley da Silva salienta que "o homicídio foi praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino" e que "ele também teria se aproveitado da vulnerabilidade da vítima para a concretização de seu ato criminoso".

 

Ele explicou que o recurso utilizado pelo denunciado, no mínimo, dificultou a defesa da vítima, pois entrou em sua residência inicialmente para conversar e, quando verificou que ela estava sozinha com o filho, a atingiu com um golpe de faca.

 

"Além do motivo torpe, o crime também foi cometido para assegurar a impunidade de outros delitos, já que acreditou que, assim, ela não poderia testemunhar sobre outros os fatos que envolvem violência de gênero, pelos quais está sendo investigado", ressaltou.

 

Na acusação, a 1ª Promotoria de Justiça requer que o réu seja julgado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Guaramirim.

 

Fonte : Portal de Schroeder

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