Em maio de 2024 um crime chocou os moradores de Guaramirim. Juliana Grasiela Pinheiro Wirth, de 40 anos, foi morta a facadas enquanto dormia com o filho de apenas dois anos. Na época, o principal suspeito foi preso e disse à Polícia Militar que a mandante do crime era a mulher com quem havia tido um relacionamento, a dona da casa onde a vítima morava de aluguel.
Em depoimento, ele mudou a versão e disse que a ex-namorada teria matado Juliana. Foi aberto um inquérito policial contra a mulher de 51 anos, (dona da casa) que foi arquivado pelo Ministério Público de Santa Catarina por falta de provas contra ela. A mulher concedeu uma entrevista mas preferiu não divulgar o nome.
Segundo ela, o relacionamento com o acusado de matar Juliana foi breve, em torno de 15 dias, mas terminou após descobrir que ele já havia sido condenado por matar uma adolescente. Após as acusações a mulher perdeu o emprego e a guarda da filha, que agora está buscando na justiça a guarda novamente.
A dona da casa também comentou como era a relação com a vítima, Juliana Pinheiro.
“Com a Juliana, a gente se dava muito bem, eu conhecia ela há 20 anos, fazia um ano e pouco mais ou menos que ela me ligou, ela tava se separando do marido e não tinha para onde ir com o menino. Eu falei pode vir, fica aqui em casa por uma semana, depois você vê o que vai fazer, ela veio e decidiu ficar morando junto na minha casa, e morou por 9 meses. O menino me chamava de vô e tudo, eu sou apaixonada por aquele menino, e no dia do crime eu estive a tarde na casa da Juliana, mas não fazer uma barbaridade dessas ”. Disse a mulher em entrevista.
O Ministério Público de Santa Catarina informou no inquérito policial, que uma testemunha, a vizinha da vítima, viu Juliana na residência depois que a investigada havia saído do local. Também foram periciados os celulares da vítima e dos investigados, onde não foram encontradas ligações da mulher com o crime.
Com isso, o MP decidiu não denunciar a mulher de 51 anos, enquanto o homem de 45 anos segue preso e agora está respondendo um processo pelo crime e será conduzido ao Tribunal do Júri.
Fonte:Diário da Jaraguá