Você já ouviu falar que tomar sol faz bem à saúde? Pois saiba que essa dica popular tem base científica: a vitamina D, conhecida como a “vitamina do sol”, é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo — e milhões de pessoas no mundo sofrem com sua deficiência sem sequer saber.
Produzida na pele a partir da exposição à luz solar, essa vitamina atua muito além da saúde dos ossos: regula o sistema imunológico, contribui para o equilíbrio emocional, previne doenças crônicas e pode até reduzir os riscos de infecções graves. A seguir, entenda por que manter níveis adequados de vitamina D é uma das melhores decisões que você pode tomar para sua saúde.
Ossos fortes e articulações protegidas
A vitamina D atua diretamente na absorção de cálcio e fósforo, dois minerais essenciais para a formação e manutenção dos ossos. Sua deficiência pode levar a quadros de osteoporose em adultos e raquitismo em crianças, deixando o esqueleto mais frágil e propenso a fraturas. Por isso, manter bons níveis de vitamina D é essencial principalmente a partir dos 50 anos, quando o risco de perda óssea aumenta.
Imunidade em dia e menor risco de doenças autoimunes
Nos últimos anos, pesquisadores destacaram o papel da vitamina D na regulação do sistema imunológico. Ela auxilia o corpo a reconhecer e combater agentes infecciosos, como vírus e bactérias, e pode reduzir a incidência de doenças autoimunes, como artrite reumatoide, esclerose múltipla e psoríase.
Estudos também relacionam níveis adequados de vitamina D com menor gravidade de infecções respiratórias, incluindo gripes, resfriados e até casos de COVID-19.
Humor, mente e prevenção de doenças crônicas
A deficiência de vitamina D também está relacionada a transtornos do humor, como depressão, ansiedade e transtorno afetivo sazonal — aquele desânimo típico dos meses mais escuros e frios do ano.
Além disso, níveis baixos dessa vitamina estão associados a um risco maior de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. Ou seja, o papel da vitamina D na prevenção vai muito além do sistema esquelético.
Fontes de vitamina D: como obter o suficiente?
A principal fonte da vitamina D é a exposição ao sol. Cerca de 15 a 30 minutos por dia, com braços e pernas expostos sem protetor solar, são suficientes para a maioria das pessoas. No entanto, pele escura, envelhecimento, roupas cobrindo o corpo e o uso constante de bloqueadores solares podem reduzir drasticamente a produção natural.
Por isso, é importante complementar com alimentos ricos em vitamina D, como:
Salmão, sardinha, atum e cavala
Gema de ovo
Óleo de fígado de bacalhau
Leite, cereais e sucos fortificados
E, claro, suplementos de vitamina D2 ou D3 podem ser recomendados por médicos em casos de deficiência diagnosticada.
Sintomas da deficiência e quando se preocupar
Você pode estar com deficiência de vitamina D se sentir:
Fadiga crônica e fraqueza muscular
Dores ósseas e articulares sem causa aparente
Tristeza ou depressão constante
Maior incidência de infecções
Em crianças, a deficiência pode causar deformações nos ossos e atrasos no crescimento. Por isso, se você apresenta algum desses sintomas, consulte um profissional de saúde e faça um exame de sangue para verificar seus níveis de vitamina D.
Fonte:NSC