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O caso do cão Orelha e a hora decisiva do MP-SC e do Judiciário
Por Administrador
Publicado em 05/02/2026 19:21
Segurança

O caso do cão Orelha ultrapassou as fronteiras de Santa Catarina e passou a mexer com o Brasil. Não apenas pela brutalidade do episódio, mas pela sensação difusa de que respostas rápidas precisam, a qualquer custo, preencher o vazio deixado pela indignação coletiva. A Polícia Civil apontou um adolescente como responsável pela morte do cachorro e indicou outros jovens envolvidos em agressões contra outro animal, o cão Caramelo. Ainda assim, parte da sociedade segue com dúvidas, e cobra rigor.

 

É justamente aqui que entram, com peso decisivo, o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) e o Judiciário catarinense, instituições com relevância e histórico. A partir desta etapa, o debate deixa o campo da investigação policial e passa a exigir método, responsabilidade institucional e compromisso com o Estado Democrático de Direito.

 

Ao MP-SC cabe agora “centralizar” a discussão. Não no sentido de silenciar vozes, mas de organizar o processo: analisar o que foi produzido, identificar lacunas e, se necessário, requisitar novas diligências à Polícia Civil. Se houver necessidade de mais provas, que elas sejam buscadas e que se amplie a investigação. Se o que estiver nos documentos recebidos for suficiente, que a Justiça tão esperada seja feita, com base em fatos, não em cliques

O Judiciário, por sua vez, cumpre talvez o papel mais sensível aos olhos da sociedade, que é o de avaliar as provas e decidir. É uma função que exige serenidade em meio ao barulho. A pressão do chamado “tribunal da internet” é real, ruidosa e muitas vezes impiedosa. Mas nem o Ministério Público nem o Judiciário podem se deixar conduzir por julgamentos prévios ou pela ânsia por respostas instantâneas. Justiça não é espetáculo. Justiça é processo. Mudar isto, seja em qual for o caso, é um prejuízo estrondoso para a sociedade.

 

Nos bastidores, fontes indicam que os Poderes estão atentos ao andamento das apurações e conscientes da importância do caso. Isso é fundamental. O momento pede menos ruído e mais responsabilidade, além do rigor que pode significar exigir novas provas ou, ao contrário, dar andamento ao que já está posto, sempre dentro do que prevê o Estado Democrático de Direito.

 

Até aqui, o que se viu foi uma série de episódios que fazem a sociedade e o próprio sistema de Justiça refletir e aprender para o futuro. As próximas etapas, portanto, pedem a serenidade e a firmeza que tanto o MP-SC como o Judiciário costumam entregar aos demais casos. Neste, em específico, estes comportamentos serão ainda mais necessários.

 

 

Fonte;NSC

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