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Manobrista diz ter usado cloro novo em piscina onde mulher morreu e revela pedido de “paciência”
Por Administrador
Publicado em 11/02/2026 07:23
Segurança

O manobrista da academia onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após uma aula de natação revelou que estava testando um novo tipo de cloro na manutenção da piscina por ordens de um dos sócios da academia G4 Gym, localizada em São Paulo, recebidas por mensagens. Segundo ele, o sócio pediu “paciência” ao saber que Juliana e outras pessoas haviam passado mal na academia.

 

O manobrista, de 43 anos, prestou depoimento nesta terça-feira (10) e afirmou que trabalha há cerca de três anos na academia, que fica em São Lucas, na Zona Leste de São Paulo, de acordo com o depoimento obtido pela TV Globo. Ele possui registro em carteira como manobrista, mas é responsável por abrir a unidade e fazer a manutenção das piscinas. Segundo ele, o sócio da academia havia determinado o acúmulo de funções.

 

Era o homem também que orientava o uso de produtos químicos por mensagens, com fotos enviadas com os testes de água. O manobrista, no entanto, nunca recebeu treinamento, habilitação técnica ou equipamentos de proteção individual (EPIs) para manusear os produtos químicos. O aprendizado sobre o procedimento veio com o antigo manobrista da academia, que fazia a mesma função.

 

 

Na quinta-feira (5), dois dias antes do incidente, o manobrista viu que a água da piscina estava turva e avisou o proprietário. Depois, na sexta-feira (6), a ordem que recebeu foi de aplicar apenas cloro na piscina grande depois da última aula de natação.

 

No sábado (7), o sócio teria solicitado que o manobrista realizasse uma nova testagem e o orientou a aplicar de seis a oito medidas do produto HIDROALL Hiperclor 60. O manobrista disse que preparou a solução em um balde com água, adicionando seis medidas de cloro, e deixou o recipiente a cerca de dois metros da borda, mas não chegou a despejar o líquido na piscina. Depois, ele retornou ao trabalho como manobrista.

 

Depois de 10 minutos, o funcionário viu que havia uma movimentação na academia e sentiu um cheiro forte de cloro. Ele afirmou que viu uma mulher sentada na recepção, sendo ajudada pelo marido, e um adolescente sendo socorrido pelo pai. Todos os alunos foram retirados da piscina. O manobrista afirmou que sentiu dificuldade respiratória e irritação na garganta e nos olhos.

 

“Paciência”

O socorro veio após uma viatura da Guarda Civil Metropolitana que passava pela rua ser acionada. A recepcionista ligou para o Samu e para o Corpo de Bombeiros, mas de acordo com o depoimento, nenhuma viatura foi até a academia, com as vítimas indo a hospitais por conta própria.

 

O balde, então, foi retirado da área da piscina e levado para a área externa, com a academia sendo fechada em seguida. O manobrista disse que entrou em contato com o sócio quando viu as pessoas passando mal, mas só recebeu retorno às 14h11min quando já não havia mais ninguém no local. O sócio, então, respondeu à mensagem dizendo “paciência.

 

Há cerca de um ano, a piscina havia dado um problema, com um técnico realizando a regularização da situação da água. O profissional chegou a oferecer os serviços de forma permanente, mas o proprietário não quis, deixando tudo sob responsabilidade do manobrista.

 

Advogados renunciaram ao caso

Os advogados da academia renunciaram ao caso. Nas redes sociais, a academia lamentou o ocorrido e disse que “prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que mantém contato direto com alunos e familiares para oferecer todo o suporte necessário”.

 

Quem era Juliana Bassetto

Juliana era professora e integrava a comunidade espírita. Ela era casada com Vinícius de Oliveira, de 31 anos, que também participava da aula. No velório, que aconteceu nesta segunda-feira, em São Paulo, familiares afirmaram à TV Globo que o casal havia se casado em dezembro de 2024, tinham acabado de comprar um apartamento e faziam planos para ter filhos.

 

O que aconteceu?

Juliana e Vinícius estavam na aula quando sentiram um forte cheiro e gosto anormal na água. Depois de se sentirem mal, eles relataram a situação ao professor de natação. Todos os alunos saíram do local. Ao menos cinco alunos também apresentaram sinais de intoxicação.

 

O casal foi até o Hospital Santa Helena, em Santo André, para buscar atendimento médico. Juliana, então, teve uma parada cardíaca, não resistiu e morreu. Vinícius continua internado em estado grave.

 

Para realizar a perícia no local, os peritos precisaram entrar na academia com máscara, cilindro de oxigênio e acompanhados por bombeiros.

 

 

Fonte:Nsc

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