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PF pede afastamento de Toffoli de caso do Banco Master
Por Administrador
Publicado em 12/02/2026 04:48
Política

A Polícia Federal pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito que investiga fraudes no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central.

 

O pedido foi feito na segunda-feira (9), após a PF informar a Fachin que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro é investigado no inquérito e teve o aparelho apreendido durante uma operação de busca e apreensão. O conteúdo da mensagem está sob segredo de Justiça.

 

Após ser comunicado, Edson Fachin abriu um procedimento interno no STF e determinou que Dias Toffoli seja notificado para apresentar defesa. Caberá a Fachin decidir se o ministro permanece ou não como relator das investigações relacionadas ao Banco Master.

 

A permanência de Toffoli no caso já vinha sendo questionada desde o mês passado, quando reportagens apontaram que a Polícia Federal identificou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo teria adquirido participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que pertencia a familiares do ministro.

 

Defesa

Em nota, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que a Polícia Federal não tem legitimidade para pedir sua suspeição e classificou o pedido como baseado em “ilações”.

 

“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, diz o comunicado.

 

Investigação

As investigações contra o Banco Master ganharam força em novembro de 2025, quando o banqueiro Daniel Vorcaro e outros suspeitos foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A ação apura a concessão de créditos falsos pela instituição financeira, além da tentativa de compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB), instituição pública vinculada ao governo do Distrito Federal.

 

Segundo a Polícia Federal, as fraudes investigadas podem chegar a R$ 17 bilhões. O inquérito segue em andamento no Supremo Tribunal Federal.

 

 

Fonte:Scc10

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