O Tribunal do Júri da comarca de Canoinhas condenou, na quinta-feira (12), um homem a 29 anos de prisão por matar uma mulher e tentar matar outras duas ao atropelá-las de forma proposital em Três Barras, no Norte de Santa Catarina.
A condenação foi por um homicídio consumado e duas tentativas de homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas. O réu foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Julgamento durou cerca de 11 horas
O julgamento ocorreu no Fórum de Canoinhas e durou cerca de 11 horas. Os trabalhos começaram às 9h, com o sorteio dos jurados, e terminaram por volta das 20h, quando a sentença foi lida.
Durante a sessão, testemunhas foram ouvidas, o réu foi interrogado e acusação e defesa apresentaram seus argumentos. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça João Gonçalves de Souza Neto, que defendeu a condenação do homem.
“Ele banalizou a vida das vítimas, chocando toda uma sociedade que clama diariamente por paz e segurança para viver. Essa conduta não pode ficar impune”, afirmou o promotor durante o julgamento.
Segundo as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina, o homem havia consumido álcool em uma festa antes de sair dirigindo em alta velocidade com a intenção de cometer crimes.
De acordo com a apuração, ele primeiro atropelou e matou uma mulher que andava de bicicleta na via pública. Em seguida, jogou o carro contra outra ciclista, atingindo-a mesmo depois de ela subir na calçada. Depois disso, atropelou uma estudante que voltava da escola.
Os três crimes ocorreram em um intervalo de menos de uma hora, entre 21h46 e 22h30, em locais movimentados, próximos a academias e escolas.
Testemunhas disseram que o homem chegou a parar o carro em frente ao corpo da vítima que morreu e comemorar, gesticulando com as mãos.
As outras duas mulheres sobreviveram porque conseguiram subir na calçada, mas mesmo assim foram atingidas e sofreram lesões devido ao impacto.
O homem permaneceu preso preventivamente durante todo o processo. Após o julgamento, ele foi levado novamente ao presídio para cumprir a pena determinada pela Justiça.
Fonte:Scc10