A corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, foi encontrada morta sete dias após o desaparecimento dela, em 4 de março, em Florianópolis. No dia 11 do mesmo mês, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino. Dois dias depois, confirmou-se que o cadáver era da mulher desaparecida. Até o momento, cinco pessoas são suspeitas da morte da corretora. O caso é tratado como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.
O que se sabe sobre o desaparecimento?
Luciani era natural de Alegrete, no Rio Grande do Sul, a corretora de imóveis foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Ela morava em Florianópolis.
Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário.
— Ela nem um momento entrou em contato com a nossa mãe, tava reclusa nos grupos e a minha irmã mandou uma mensagem para ela e começou a ligar porque minha irmã achou estranho. E aí ela mandou a mesma coisa para mim “correria aqui” e mandou uma figurinha, energias positivas. A minha irmã nunca foi de mandar a figurinha e nem aqueles emoji. Ou ela manda um áudio ou ela escreve e manda digitado.
O boletim de ocorrência foi registrado apenas nesta segunda-feira (9), após a família deconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, Luciani diz que está bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.
Como corpo foi encontrado?
Na quarta-feira, 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani.
De acordo com a Polícia Civil, que investiga o caso, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes. O caso é investigado como latrocínio.
Quem foi a primeira suspeita presa?
Na quinta-feira (12), uma mulher, de 47 anos, foi presa em flagrante por suspeitas de envolvimento no caso. A prisão temporária dela foi homologada pela Justiça pela suposta prática de receptação. Segundo a polícia, diversas compras estavam sendo feitas no CPF de Luciani desde 6 de março.
As mercadorias seriam entregues em um endereço no norte da Ilha. Os policiais realizaram vigilância no local e avistaram o momento em que um adolescente chegou para retirá-los. Ele, então, teria dito que as mercadorias eram de seu irmão, e que moraria com a família no mesmo bairro que Luciani, local em que posteriormente foi encontrado o carro da mulher desaparecida.
No endereço, a administradora teria indicado o apartamento onde a família moraria. Questionada pela polícia quanto a compras online recentes, uma das testemunhas deixou a entender que haveria uma ligação entre a administradora, os irmãos e o crime, segundo a polícia.
Os policiais ainda descobriram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, escondidos em outro apartamento, que estava desocupado e trancado, e estava sob responsabilidade da suspeita.
Quantas pessoas são suspeitas da morte da corretora?
Cinco pessoas são apontadas pela Polícia Civil como suspeitas de participação na morte da corretora gaúcha. De acordo com documentos obtidos pela NSC TV, entre os investigados estão um homem de 27 anos, a companheira dele, de 30, o irmão do suspeito, um adolescente de 14 anos, e a mãe dos dois. Também aparece na apuração a mulher de 47 anos, que foi presa na quinta-feira (12) pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da vítima.
A partir do registro do desaparecimento, os investigadores identificaram que compras estavam sendo feitas utilizando dados da corretora. A apuração apontou que o jovem morava próximo ao apartamento de Luciani.
A investigação também identificou que o irmão do adolescente, de 27 anos, vivia em um apartamento vizinho ao da corretora, junto com a companheira de 30 anos. O homem estava foragido em São Paulo por envolvimento em um latrocínio ocorrido em 2022. O casal suspeito de envolvimento na morte chegou a tentar fugir para o Rio Grande do Sul após o crime, mas foi interceptado pela Polícia Rodoviária Federal. O homem, de 27 anos, e a companheira dele, de 30 anos, foram presos em Gravataí, a cerca de 430 km da Capital catarinense.
Fonte:Nsc