O desmatamento na Amazônia caiu 38% em janeiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No período, foram derrubados 83 km² de floresta, contra 113 km² registrados no mês anterior. A redução representa uma área equivalente a cerca de 5 mil campos de futebol.
Além disso, o levantamento indica queda consistente no acumulado recente. Nos últimos seis meses, a área desmatada chegou a 1.195 km². Esse número é 41% menor que o registrado entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, quando a derrubada somou 2.010 km².
Ao mesmo tempo, a comparação histórica reforça a redução. Entre agosto de 2020 e janeiro de 2021, a Amazônia perdeu 4.563 km² de floresta, a maior área desde 2007. Portanto, o resultado atual representa queda de 74% em relação àquele período.
Roraima registra aumento no desmatamento
Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, oito registraram queda na devastação. No entanto, Roraima apresentou crescimento no desmatamento.
No estado, a área devastada passou de 115 km² entre agosto de 2024 e janeiro de 2025 para 157 km² entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. Isso representa aumento de 36% no período.
A situação mais crítica aparece no município de Caracaraí, que lidera o ranking de áreas desmatadas no semestre. A cidade registrou 60 km² de derrubada.
Além disso, assentamentos e áreas protegidas de Roraima também aparecem entre os locais mais afetados. O assentamento PAD Anauá, por exemplo, ocupa a segunda posição entre os que mais desmataram nos últimos seis meses. No local, a derrubada atingiu 7 km² de floresta, área equivalente a cerca de 700 campos de futebol.
Estados concentram maior parte da devastação
Apesar da queda geral, alguns estados ainda concentram grande parte do desmatamento. Pará, Amazonas e Acre registraram as maiores áreas devastadas nos últimos seis meses.
Juntos, esses três estados responderam por 64% de toda a derrubada de floresta registrada na Amazônia no período.
Degradação florestal também diminui
Além do desmatamento, os dados também apontam redução expressiva na degradação florestal. Esse tipo de impacto costuma ocorrer por causa da exploração madeireira e de incêndios no sub-bosque.
Em janeiro, a degradação caiu 92% e chegou a 28 km². Com isso, o acumulado desde agosto de 2025 soma 2.262 km². Em comparação com o período entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, quando os índices foram muito mais altos, a queda chega a 93%.
Entre os estados da Amazônia Legal, sete registraram redução nas áreas degradadas. Por outro lado, Acre e Roraima apresentaram aumento. No Acre, a degradação subiu de 72 km² para 108 km², crescimento de 50%. Já em Roraima, o índice passou de 43 km² para 53 km², alta de 23%.
Fonte:Scc10