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Homem que matou mulher de 25 anos é condenado em Jaraguá do Sul
Por Administrador
Publicado em 21/03/2026 06:53
Segurança

Um homem denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por matar a esposa na frente da filha em Jaraguá do Sul na madrugada de 1° de maio de 2025 foi condenado pelo Tribunal do Júri a 35 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado pelo crime de feminicídio, além de perder o poder familiar. Ele estava preso preventivamente desde a época dos fatos e retornou ao presídio assim que o julgamento terminou para cumprir a pena. As investigações revelaram que o homem asfixiou a mulher ao saber que ela pretendia terminar o relacionamento conjugal, o que configura motivo torpe, e que o crime foi cometido na presença da filha, que tinha apenas três anos e dependia da mãe. Todo esse contexto, somado ao fato de o réu ser reincidente – pois já foi condenado por tráfico de drogas –, influenciou no cálculo da pena. A sessão do Tribunal do Júri aconteceu no Fórum de Jaraguá do Sul e teve os depoimentos das testemunhas, o interrogatório do réu e os debates entre defesa e acusação, esta conduzida pela Promotora de Justiça Maria Cristina Pereira Cavalcanti, da 4ª Promotoria de Justiça da comarca. Ela apresentou a denúncia e pediu a condenação do réu, enfatizando a brutalidade do crime.

 

A condenação ficou dentro do esperado pela família da vítima, segundo a mãe. Inara foi encontrada morta pela mãe, com sinais de estrangulamento. O crime teria ocorrido por volta das 5h, no dia 1º de maio, enquanto ela dormia. 

Há algumas semanas, em entrevista exclusiva, a mãe de Inara, Roseli, relembrou a vida da filha antes da violência: “Era um casal aparentemente normal, sem brigas. O problema veio depois que ele saiu do presídio, onde ficou um ano ou um ano e meio por tráfico. Ele começou com tornozeleira, ficou na minha casa até tirar. Depois que conseguiu a casa para eles, veio o ciúme, a bebedeira, as agressões. Ele batia nela, esganava, tudo na frente da criança. Ele pedia desculpas, prometia que nunca mais faria, mas continuava. Ele se colocava como vítima, dizia que era agredido, mas não contestava nada na delegacia”. 

Roseli relatou como encontrou o corpo: “Trabalhei até 5h30. Às 8h10, a mãe dele me mandou mensagem dizendo que ele deixou a criança lá e pediu para eu ir ver a Inara. Abri a porta, ela estava com o cobertor até os ombros, como se dormisse. Quando virei o rosto, vi a marca de esganadura no pescoço – um buraco. Ele agrediu ela na cozinha, caiu lá e levou pro quarto. Em cima da cama da criança ele cometeu o assassinato”, contou. Inara deixou três filhos; Roseli tem a guarda definitiva da neta mais nova, que completa quatro anos no próximo sábado (28). A criança presenciou parte das agressões e hoje tem crise de ansiedade, tomando remédio controlado para dormir. 

A família esperava condenação máxima no júri. Ele foi condenado por feminicídio (art. 121, § 2º, VI e VII do Código Penal), com qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e violência doméstica. 

 

Fonte:Diário da Jaraguá

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