A motorista de aplicativo Alice Dresch, de 74 anos, foi morta em Canelinha, cidade da Grande Florianópolis a cerca de 50 quilômetros de distância de Camboriú, no Litoral Norte, onde ela vivia, de acordo com a Polícia Civil. Na tarde da última quarta-feira (1º), um homem de 32 anos foi preso no bairro Nova Esperança, em Camboriú, suspeito pelo crime.
O corpo de Alice foi encontrado em uma ribanceira no bairro Moura, em Canelinha, na manhã de 24 de março. A motivação ainda é investigada.
De acordo com a Polícia Civil, no dia do crime, Alice saiu de Camboriú para buscar uma passageira. Após a morte, o corpo foi abandonado em Canelinha. Detalhes sobre a dinâmica do crime não foram divulgados.
O crime é tratado como homicídio. O suspeito ainda prestará depoimento à Polícia Civil, “etapa considerada fundamental para a elucidação do caso”, conforme a corporação.
A prisão temporária ocorreu após autorização da Justiça. A Polícia Militar (PM) também apreendeu um aparelho celular que estava com o homem, no momento em que ele foi detido.
O corpo foi encontrado por um morador da região, que viu o momento em que um carro vermelho se aproximou do local, deixou o corpo no riacho e fugiu em seguida. Ele acionou a Polícia Militar em seguida.
Segundo a PM, o corpo apresentava sinais de violência. O suspeito foi identificado no mesmo dia, porém ainda não havia sido preso.
Motorista nunca havia relatado ameças no trabalho
Segundo a família, no dia do crime, Alice saiu às 5h de casa, em Camboriú, como fazia normalmente. No meio da manhã, a família notou que ela parou de responder mensagens. No horário do almoço, não retornou para o almoço.
Preocupada, a família fez ligações para hospitais e para a polícia em busca de Alice. Por volta das 18h, descobriram que um corpo havia sido localizado em Canelinha naquela manhã, por volta das 10h.
De acordo com a família, a idosa nunca havia relatado ameaças ou problemas no trabalho, que exercia há cerca de quatro anos para complementar a aposentadoria. Nascida em Porto União, no Meio-Oeste, Alice morava na região de Camboriú há cerca de 20 anos.
— Todo mundo adorava ela. Os passageiros dizem que era era muito querida, que dava lixas de unha para passageiras, dava bala… — lamenta o filho, Jhonatan Kurtz.
Fonte:Nsc