A Cidade de Ilhota, no Vale do Itajaí, vive uma infestação de maruim, um tipo de mosquito pequeno, que além de irritação na pele, com muita coceira é um transmissor de doenças como a Febre do Oropouche. A Prefeitura de Ilhota disse que intensificou as ações para enfrentar o aumento da infestação do mosquito, especialmente no bairro Braço do Baú.
A infestação de marauim preocupa os moradores de Ilhota. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o problema não é recente e vem se agravando ao longo dos anos.
Falta de produtos limita combate ao maruim
De acordo com o município, não existem produtos devidamente registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que sejam comprovadamente eficazes no controle do maruim. A prefeitura destaca que isso reduz as possibilidades de ações mais eficazes por parte do poder público.
Porém, a administração municipal informou que busca alternativas viáveis. Entre elas, está a análise de um produto considerado promissor, ainda em fase de pesquisa. Segundo a prefeitura o processo para possível utilização já está em andamento, respeitando critérios técnicos e a legislação vigente.
Infestação de marauim em Ilhota atinge outras cidades
A infestação do inseto, conhecido cientificamente como mosquito do gênero Culicoides, já atinge outras cidades além de Ilhota e é considerada um desafio regional. A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina informou que, desde 2023, o estado mantém atenção redobrada para casos relacionados à febre do Oropouche, doença transmitida pelo maruim.
Diferentemente de vetores urbanos como o Aedes aegypti, o controle do maruim é mais complexo e não conta com estratégias eficazes como o fumacê.
Leia a nota da Secretaria estadual de Saúde:
“A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que, desde 2023, Santa Catarina mantém atenção redobrada em relação a febre do Oropouche em algumas regiões do estado. A doença é transmitida pelo mosquito Culicoides, conhecido popularmente como maruim, que apresenta características distintas de vetores urbanos como o Aedes aegypti, o que torna o seu controle mais desafiador.
Diferentemente do que ocorre no combate ao mosquito da dengue, não há, até o momento, inseticidas ou estratégias como o fumacê eficazes para o controle do maruim. Por isso, as principais medidas de prevenção estão relacionadas ao cuidado ambiental. A orientação é manter os ambientes limpos, com atenção à remoção de matéria orgânica, que serve de criadouro para o inseto. Locais com acúmulo de folhas, presença de galinheiros e áreas de cultivo, especialmente de bananeiras são propícios para a proliferação do vetor.
A febre do Oropouche é uma arbovirose que apresenta sintomas semelhantes aos de outras doenças transmitidas por insetos, como dengue e chikungunya, incluindo febre, dores no corpo e, em alguns casos, manchas avermelhadas na pele. Diante de sinais e sintomas, a recomendação é procurar um serviço de saúde para avaliação e diagnóstico adequado“, finaliza.
Febre do Oropouche: sintomas e orientação
A febre do Oropouche é uma arbovirose que apresenta sintomas semelhantes aos de doenças como dengue e chikungunya. Entre os principais sinais estão febre, dores no corpo e, em alguns casos, manchas avermelhadas na pele.
Diante de sintomas, a orientação da Secretaria de Estado da Saúde é procurar atendimento médico para avaliação e diagnóstico adequado.
Prefeitura reforça compromisso com a população
A Prefeitura de Ilhota destacou que segue monitorando a situação de forma contínua e afirma que não medirá esforços para minimizar os impactos causados pela infestação. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, as ações são conduzidas com foco na saúde pública, no bem-estar da população e na preservação ambiental.
Leia a nota da Secretaria Municipal de Meio Ambiente na íntegra:
“A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ilhota informa que tem atuado de forma intensiva e prioritária diante do aumento significativo da incidência de maruim, especialmente no bairro Braço do Baú, situação que tem gerado preocupação e impacto direto na qualidade de vida da população.
Cabe destacar que essa infestação não é um problema recente ou isolado deste ano. Trata-se de uma condição que vem se agravando ao longo do tempo e que também afeta municípios vizinhos, caracterizando um desafio regional que exige soluções responsáveis, técnicas e integradas.
É importante esclarecer que, atualmente, o Brasil não dispõe de produtos devidamente registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que sejam eficazes para o controle desse inseto, o que limita as ações imediatas do poder público e exige cautela nas medidas adotadas.
Mesmo diante desse cenário desafiador, a Administração Municipal não tem se omitido. A Secretaria está buscando soluções inovadoras e viáveis, incluindo a análise de um produto promissor que se encontra em fase de pesquisa no mercado. Já estão em andamento os trâmites necessários para viabilizar sua possível utilização, sempre respeitando rigorosamente a legislação vigente e os critérios técnicos de segurança.
A gestão municipal reforça que não medirá esforços para enfrentar o problema, atuando com seriedade, transparência e compromisso com a população. Todas as ações estão sendo conduzidas com responsabilidade, priorizando a saúde pública, o bem-estar dos moradores e a preservação ambiental.
Por fim, a Secretaria destaca que segue acompanhando a situação de forma contínua e adotará todas as medidas cabíveis para minimizar os impactos causados pelo maruim no município, finaliza.
Fonte;Scc10