A Prefeitura de Chapecó passou a utilizar drones para mapear e combater focos do mosquito Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Segundo a prefeitura, o foco é aumentar as ações de controle do mosquito em áreas críticas, como o Cemitério Central.
A prefeitura informa que a iniciativa funciona em duas etapas: primeiro, o mapeamento aéreo feito pelos drones identifica pontos que tem água parada. Já na segunda etapa, um equipamento pulverizador aplica biocidas, substâncias químicas que agem para destruir os focos do mosquito, aumentando a precisão e reduzindo a exposição das equipes.
Segundo o executivo municipal, o Cemitério Central foi escolhido como área prioritária por apresentar alto risco de infestação, devido à presença de recipientes com água e à dificuldade de acesso para ações tradicionais. Outros cemitérios do município já passaram pelo mesmo procedimento.
A estratégia integra um conjunto de medidas já adotadas pela Vigilância Ambiental, como o Bloqueio de Raio de Infestação (BRI), mutirões de limpeza, visitas domiciliares e aplicação de larvicidas. O uso de drones surge como reforço, especialmente em locais onde o acesso é limitado.
Outro destaque é o uso de ovitrampas, que ajudam a medir a presença do mosquito e direcionar as intervenções. No cemitério, os dados confirmaram altos índices de infestação, justificando a ação com tecnologia aérea.
A ação também integra uma pesquisa desenvolvida pela Unochapecó, que avalia o uso de novas tecnologias no controle vetorial em áreas urbanas.
Situação da dengue em Chapecó
Atualmente, Chapecó registra 432 notificações de dengue, com cinco casos confirmados. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o controle é resultado de ações contínuas e resposta rápida aos focos identificados.
A prefeitura reforça que a participação da população segue sendo essencial, com a eliminação de água parada e comunicação de possíveis criadouros, aliando tecnologia e conscientização no combate à doença.
Fonte:Scc10