O homem investigado pelo estupro de uma menina de 11 anos no bairro Barracão, em Içara, foi alvo de agressões na noite desse domingo (03), no Sul de Santa Catarina. O episódio ocorreu poucas horas após o suspeito ter sido liberado da delegacia. Segundo informações, a Polícia Militar localizou o indivíduo na casa de familiares, na cidade vizinha de Balneário Rincão, apresentando ferimentos visíveis.
A agressão aconteceu logo após o delegado de plantão da Central de Flagrantes de Criciúma entender que não havia mais os requisitos para manter a prisão em flagrante — tipo de prisão feita quando o crime acaba de acontecer. Com o relaxamento da detenção na manhã de domingo, o investigado foi colocado em liberdade. Segundo o relato feito à polícia, ele teria sido “atacado” por homens que possuem vínculo familiar com a vítima do abuso.
Ao chegarem ao local da ocorrência, os policiais militares encontraram o homem dormindo com lesões na boca e ferimentos no rosto. Ao lado dele, havia uma sacola com diversos medicamentos. A família informou que o investigado havia ingerido os remédios e, por ele não acordar durante a presença da guarnição, os parentes dispensaram o atendimento médico do Corpo de Bombeiros. No registro policial, o homem também afirmou sentir falta da quantia de R$ 17 mil.
Antes de ser localizado pelas autoridades, o investigado se manifestou em um grupo de moradores no WhatsApp. Em mensagens que circularam na região, ele negou ter cometido o estupro, alegando que havia bebido e tomado remédios, o que o fez pegar no sono no quarto onde as crianças estavam. “Assino que errei, não era pra ter dormido ali”, escreveu ele em tom de despedida, afirmando que não conseguiria conviver com o julgamento social.
Essa versão, no entanto, contraria o depoimento dado pelo homem horas antes na delegacia. Conforme registrado no procedimento policial inicial, o investigado havia confessado ter molestado a criança e admitido o consumo de cocaína na noite do ocorrido. Diante dos novos fatos, a Polícia Militar registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal dolosa e emitiu uma guia para o exame de corpo de delito, que é a perícia necessária para comprovar as agressões físicas sofridas.
Entenda o caso
O crime investigado ocorreu enquanto uma criança de 11 anos dormia na casa de uma amiga, também de 11 anos, que é enteada do suspeito. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem teria entrado no quarto das meninas durante a madrugada, oferecido comprimidos para que elas dormissem melhor e praticado atos libidinosos, como dar tapas nas nádegas da vítima e tentar retirar suas roupas sob o pretexto de convidá-las para um banho.
A situação chegou ao conhecimento dos pais da vítima no fim da tarde de sábado (02), resultando na detenção imediata do homem pela Polícia Militar. Embora ele tenha confessado o crime na delegacia, a autoridade policial entendeu que o período do flagrante havia expirado, permitindo que ele saísse em liberdade temporária. A Polícia Civil já instaurou um inquérito para dar continuidade à investigação do estupro, independentemente da agressão sofrida pelo investigado.
Fonte;Testo Notícias