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Médico que atirou em policial durante operação em SC será julgado por tentativa de homicídio
Por Administrador
Publicado em 11/05/2026 13:36
Segurança

O médico Marcelo Marques Costa, que atirou em um policial militar durante a operação Efeito Colateral, em Camboriú, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, e deve responder por tentativa de homicídio qualificado, além de outros crimes. Ele também é investigado por participar de um esquema de fraude em atestados, que tirava criminosos de trás das grades.

 

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o médico deve responder pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, resistência, posse e porte ilegal de armas de fogo e impedir ou dificultar o cumprimento de medida investigativa relacionada à apuração de crimes, em ação realizada na última terça-feira (5). 

 

O acusado agora é réu em ação penal ajuizada pelo MPSC. A denúncia foi apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Camboriú, e as decisões judiciais foram proferidas pela Vara Criminal da comarca. Ele segue preso no Complexo Penitenciário de Itajaí. Já o policial militar ferido apresenta melhora no quadro de saúde e permanece estável.

 

 

MP afirma que policial já havia se identificado quando foi atingido

Segundo a denúncia apresentada pelo MPSC, o médico reagiu com extrema violência à abordagem policial, e mesmo após a identificação dos agentes, ele teria efetuado diversos disparos de arma de fogo contra a equipe, utilizando uma pistola calibre .380, e ferindo um dos policiais.

 

O órgão considera que os tiros colocaram outras pessoas em risco, incluindo familiares do próprio investigado. Conforme a denúncia, os disparos foram uma tentativa de evitar a prisão e impedir a apreensão de provas.

 

Durante a operação foram apreendidas na residência dele uma pistola calibre .380, um revólver calibre .38, uma espingarda calibre .12 e munições de diversos calibres, incluindo algumas de uso restrito. O Ministério Público requer que o médico responda na Justiça os crimes cometidos e que seja levado ao Tribunal do Júri.

 

Esquema fraudulento tirava criminosos da cadeia

Um esquema de atestados falsos arquitetado por um médico e uma advogada pode ter tirado ao menos 20 presos de trás das grades em Itajaí. É o que mostra uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A descoberta levou à prisão de quatro pessoas e à apreensão de documentos e eletrônicos em cidades de Santa Catarina e do Paraná na terça-feira (5).

 

As apurações do Gaeco identificaram que os presos beneficiados pelo esquema são, na maioria, lideranças criminosas. Com os atestados falsos, acredita-se que eles conseguiram o direito à prisão domiciliar, sob monitoramento da tornozeleira eletrônica. Porém, uma vez fora da cadeia de Itajaí, romperam o dispositivo eletrônico e se tornaram foragidos do sistema de justiça.

 

A investigação aponta ainda que os valores pagos pelos atestados variavam. Há registros de casos em que o preço ficou na casa dos R$ 300. Entretanto, há também indícios de que até terrenos foram usados como pagamento pelo documento médico. Os documentos, celulares e computadores recolhidos nas casas dos suspeitos devem esclarecer melhor como funcionava o esquema.

 

Quem são médico e advogada investigados

O médico foi identificado como Marcelo Marques Costa, gastroenterologista, e a advogada como Amanda Letícia Moraes Cunha. Os dois atuam em Camboriú. Os advogados de defesa de ambos reiteram que aguardam ter acesso integral ao processo para se manifestar, mas defendem a inocência dos clientes. Durante o cumprimento das ordens de prisão, o médico atirou no pé de um policial.

 

Além deles, outras duas pessoas também foram alvos de mandados de prisão por possível participação no esquema. Trata-se da secretária do médico e de um homem que saiu de trás das grades graças ao golpe.

 

Além das prisões, outros 37 mandados de busca e apreensão foram cumpridos ao longo do dia pelo Gaeco na Operação Efeito Colateral. Os agentes estiveram em endereços ligados aos investigados nas cidades de Camboriú, Itajaí, Balneário Camboriú, Barra Velha, Gaspar, Navegantes, Joinville, Itapema e Porto Belo, em Santa Catarina, e Pinhais e Pontal do Paraná, no estado do Paraná.

 

Mais de R$ 100 mil em espécie, três armas de fogo, 64 munições, 18 aparelhos celulares, aparelhos eletrônicos e diversos documentos foram recolhidos pela polícia e serão analisados na investigação.  

 

Como funcionava o esquema com médico e advogada

A investigação, conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina, indica que a advogada Amanda Letícia Moraes Cunha atuava em conluio com o médico Marcelo Marques Costa, para que fossem emitidos atestados médicos ideologicamente falsos, simulando doenças graves e inexistentes para fundamentar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar. 

 

Também são alvos da Operação Efeito Colateral indivíduos que receberam os benefícios de prisão domiciliar e estão, atualmente, foragidos por justamente terem infringido as regras impostas pela Justiça.

 

As análises de evidências pelo Gaeco identificaram diversos arquivos contendo imagens de atestados médicos, exames e receituários, além de tratativas entre os investigados, cujo teor indica ajustes para a elaboração de diagnósticos médicos que acabariam sendo utilizados em processos judiciais para afastamento de apenados do sistema penitenciário.

 

 

Fonte:Nsc

 

 

Fonte:Nsc

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