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O lado obscuro do Desenrola 2.0 e o risco para aposentados e pensionistas
Por Administrador
Publicado em 11/05/2026 13:41
Segurança

Apesar do avanço do Desenrola 2.0 na regularização de CPF, especialistas apontam que o programa falha ao manter juros destrutivos no consignado do INSS. A medida foca na renegociação, mas deixa lacunas ao permitir que bancos comprometam até 40% do benefício de idosos com abordagens agressivas.

 

FOTOS: Crise do consignado, o impacto financeiro entre idosos

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Ministério da Fazenda defende iniciativa como reabilitação econômica enquanto mercado pede mudanças na liberação de crédito (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

 

Programa Desenrola 2.0 facilita a regularização de CPFs em todo o país, mas especialistas alertam para a permanência de encargos elevados (Foto: Banco de Imagens)

 

Modalidade de crédito com desconto direto no benefício oferece segurança para bancos e riscos financeiros para idosos (Foto: INSS, Divulgação)

 

Órgãos como IDEC e Procon criticam taxas de juros que superam a inflação e afetam o sustento de quem recebe salário mínimo (Foto

 

Assédio comercial de instituições financeiras e vazamento de dados facilitam o endividamento crônico de aposentados (Foto: INSS, Divulgação)

 

Ministério da Fazenda defende iniciativa como reabilitação econômica enquanto mercado pede mudanças na liberação de crédito (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

 

Programa Desenrola 2.0 facilita a regularização de CPFs em todo o país, mas especialistas alertam para a permanência de encargos elevados (Foto: Banco de Imagens)

A cilada do desconto direto na folha

Ao contrário de outros empréstimos, o consignado oferece baixo risco aos bancos pelo desconto direto no benefício, o que acaba se tornando uma faca de dois gumes para o aposentado.

 

 

Entidades de proteção ao consumidor, como o Procon, Idec e o Ministério da Justiça, afirmam que o Desenrola atua apenas no “sintoma” do endividamento, ignorando a causa real: taxas que, mesmo dentro do teto do governo, seguem muito acima da inflação e da Selic.

 

Sobrevivência comprometida e assédio comercial

O impacto é sentido diretamente no bolso de quem ganha um salário mínimo, já que as parcelas retidas na fonte reduzem o orçamento para itens básicos como alimentação e medicamentos. 

 

A situação é agravada pela ausência de barreiras contra o assédio comercial, uma vez que o vazamento de dados de segurados facilita que instituições ofereçam novos créditos justamente a quem já atingiu o limite financeiro. 

 

O que diz o governo?

Por outro lado, o Governo Federal defende o Desenrola 2.0 como uma ferramenta essencial de inclusão e reabilitação econômica, tratando o ajuste do sistema financeiro como algo gradual.

 

Enquanto o Ministério da Fazenda reforça a importância da educação financeira, o mercado e órgãos de defesa alertam: sem uma mudança na forma como o crédito é liberado para idosos, o programa corre o risco de ser apenas um alívio passageiro em um problema crônico.

 

Fonte:Nsc

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