A UEFA anunciou nesta quinta-feira (30) que as 55 associações nacionais filiadas à entidade rejeitam de forma unânime o projeto da Fifa de criar uma empresa para administrar suas competições e vender participação a investidores privados. Enquanto a proposta permanecer em discussão, as seleções europeias não participarão dos torneios organizados sob esse novo modelo.
A decisão representa um duro posicionamento contra a iniciativa da Fifa e pode gerar impactos em competições futuras, como a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Entenda o projeto da Fifa
A proposta da Fifa prevê a criação de uma nova empresa responsável pela gestão comercial de suas competições. Pelo modelo estudado, a entidade manteria o controle acionário da companhia, enquanto investidores privados adquiririam entre 20% e 30% das ações.
A expectativa é de que o negócio movimente bilhões de euros e amplie a capacidade de investimento nas competições internacionais.
UEFA recebe apoio de outras confederações
A Uefa foi a primeira confederação a se posicionar oficialmente contra o projeto e recebeu o apoio da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC).
Juntas, as três organizações representam 143 das 211 associações filiadas à Fifa, formando maioria entre os membros da entidade máxima do futebol.
Federações temem influência de investidores
O principal motivo da resistência é o temor de que investidores privados passem a influenciar decisões esportivas.
Entre as preocupações das federações estão:
expansão ainda maior dos torneios internacionais;
redução do intervalo entre edições da Copa do Mundo;
prioridade para interesses comerciais em detrimento dos esportivos;
escolha de sedes baseada no potencial financeiro dos mercados.
Para as entidades contrárias ao projeto, a entrada de investidores pode alterar o modelo de governança do futebol mundial e colocar interesses econômicos acima das decisões esportivas.
Fonte:Scc10