O homem acusado de matar a adolescente Danieli Rocha da Silva, de 16 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma a 36 anos, 9 meses e 27 dias de prisão, em regime inicial fechado. O julgamento foi realizado nesta segunda-feira (3), e o réu foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e exploração sexual de menor de idade.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o réu e a esposa exploravam sexualmente a adolescente, oferecendo dinheiro e presentes em troca de relações sexuais. Na noite de 5 de maio de 2023, Danieli recusou o convite para ir até a casa do casal e decidiu sair com amigas para uma casa noturna.
Inconformado com a recusa, o homem foi até o estabelecimento, ameaçou a adolescente durante a festa e, quando ela deixava o local, efetuou diversos disparos. Danieli foi atingida por cinco tiros e morreu no local.
Na sequência, o acusado continuou atirando contra as pessoas que também saíam da casa noturna. Pelo menos oito disparos foram feitos, e um homem foi atingido na perna. Por esse crime, o réu também foi condenado por tentativa de homicídio.
De acordo com a acusação, a adolescente foi morta por ter se recusado a encontrar o homem naquela noite. Os primeiros disparos atingiram Danieli pelas costas, sem que ela tivesse chance de se defender. Após o crime, o réu permaneceu foragido por mais de dois anos. Ele foi localizado e preso no Rio Grande do Sul, em outubro de 2025, o que permitiu a continuidade do processo.
A esposa dele já havia sido condenada por exploração sexual de menor de idade, por consentir e participar da exploração da adolescente.
Outro homem também responde pelo caso. Segundo a investigação, ele levou o autor dos disparos até o local do crime e ajudou na fuga após o assassinato. Ele ainda será julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio e tentativa de homicídio.
Ao comentar o resultado do julgamento, a promotora de Justiça Anna Flávia Carminatti afirmou que a condenação representa uma resposta à sociedade e destacou o trabalho da Polícia Civil na localização do réu.
“Essa resposta da sociedade foi importante para mostrar que a população de Criciúma não aceita o cometimento deste tipo bárbaro de crime. Aproveito para destacar o importante papel da Polícia Civil que não mediu esforços para localizar o réu que ficou por dois anos foragido e somente com esse trabalho em equipe foi possível responsabilizar o principal autor deste delito. Hoje a família da vítima pode descansar sabendo que o acusado responderá por aquilo que ele praticou”.
Fonte:Scc10