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Homem que morreu após surto em Guaramirim é identificado
Por Administrador
Publicado em 09/08/2026 20:06
Segurança

Foi identificado como Anderson da Cruz Rodrigues, de aproximadamente 35 anos, o homem que morreu na manhã de sábado, 8, em um terreno ao lado do Centro de Educação Infantil Professora Rosa Zenir Dalprá Testoni, no bairro Figueirinha. Segundo moradores da Rua Anélio Nicocelli, por volta das 6h30 o homem pulou muros, invadiu terrenos e quebrou objetos em aparente surto psicótico, dizendo que estava sendo perseguido. Em uma das casas ele pegou uma ferramenta mini enxada e saiu gritando por socorro. Depois quebrou o portão de outra propriedade e correu para o terreno ao lado do CEI, onde caiu e morreu. 

Imagens de câmera de uma casa mostram o homem andando pela rua pedindo por socorro. A Polícia Militar foi acionada por volta de 6h50 e encontrou Anderson caído a cerca de 40 metros da rua. Bombeiros e Samu chegaram em seguida, mas ele já estava morto. Com ele foram encontrados documentos, a chave de um veículo Chevrolet e uma chave de casa.

Natural do Paraná, nascido em 1991, Anderson teria cerca de 20 registros policiais, a maioria por violência doméstica, segundo informações iniciais. A Polícia Civil e a perícia da Científica de Joinville estiveram no local e recolheram o corpo para necropsia. Pelas primeiras informações, não havia sinais de violência e a causa da morte pode ter sido por uso de substâncias entorpecentes.

 

"A gente fez de tudo": irmã pede respeito nas redes

A irmã de Anderson usou as redes sociais para comentar o caso e pedir empatia, principalmente pela mãe. "Oi pessoal, então eu sou irmã do rapaz aí que acabou falecendo. Eu sei que usuário de droga não é fácil. Só a gente que tem alguém da família sabe o que se passa, o que a gente faz, o que a gente deixa de fazer", disse. Ela também falou sobre os registros de violência doméstica: "Esse negócio da Maria da Penha, ele e minha cunhada viviam brigando, mas não se largavam". No desabafo, a irmã pediu que as pessoas parem de fazer comentários ofensivos.

"Eu queria pedir para vocês, em respeito à minha mãe, que minha mãe não tem culpa de nada disso, porque a gente fez de tudo que podia. Infelizmente ele se foi. Queria pedir para vocês não ficarem comentando 'bem feito, isso mesmo', porque nem eu, com minha mãe, a gente não sabe nem o que falar. Minha mãe leu todos os comentários aqui". "Queria pedir só isso para vocês. Acho que todo mundo tem família, todo mundo tem pai e mãe e filho. Se não tem, vai ter. Só queria pedir um pouco de respeito para vocês, pela minha mãe", finalizou. 

O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Guaramirim.

 

 

 

Fonte:Diário da Jaraguá

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