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Homem que obrigou ex-companheira a ingerir soda cáustica e cortou o pescoço dela é condenado
Por Administrador
Publicado em 10/08/2026 20:09
Segurança

Um homem recebeu pena de 37 anos, cinco meses e cinco dias de prisão por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira em Campos Novos. O Tribunal do Júri condenou o réu em regime inicial fechado. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ele obrigou a vítima a ingerir soda cáustica e depois desferiu uma facada no pescoço dela.

 

O julgamento ocorreu na última sexta-feira (7/8), no salão do Tribunal do Júri do Fórum da comarca. O réu estava preso preventivamente desde a época dos fatos. Após a leitura da sentença, ele retornou ao presídio para cumprir a pena. Conforme o MPSC, o homem é reincidente criminal.

 

Crime aconteceu após pedido de medida protetiva

Segundo a denúncia apresentada aos jurados pelo Promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior, o crime aconteceu em 1º de setembro do ano passado.

 

Poucos dias antes, conforme o MPSC, o homem teria ameaçado a ex-companheira de morte com uma faca porque não aceitava o fim da relação. Diante disso, a vítima solicitou medidas protetivas de urgência.

 

Na manhã do crime, o réu descumpriu a decisão judicial e aguardou a mulher nas proximidades do local de trabalho dela, segundo a denúncia. Assim que a vítima chegou, ele subiu de surpresa na garupa da moto e a obrigou a seguir até a casa dele.

 

Vítima ingeriu soda cáustica e sofreu golpe no pescoço

Ao chegar à residência, segundo a acusação, o homem obrigou a vítima a ingerir soda cáustica. A substância provocou graves queimaduras na boca e na língua, além de intenso sofrimento.

 

Mais tarde, a mulher estava sentada em uma cadeira, vomitando e sem condições de reagir. Nesse momento, conforme a denúncia, o réu desferiu uma facada no pescoço dela com a intenção de matá-la.

 

A vítima permaneceu no local por cerca de cinco horas. Posteriormente, a irmã e a sobrinha do homem chegaram à residência, prestaram socorro e acionaram o serviço médico.

 

Segundo o MPSC, a vítima sobreviveu porque o golpe não atingiu a artéria carótida por meio milímetro e porque recebeu atendimento.

 

Mulher relatou sequelas durante julgamento

A vítima ficou com sequelas graves. Durante o Tribunal do Júri, ela relatou aos jurados as consequências físicas e emocionais da violência, além dos momentos de sofrimento e medo que enfrentou naquele dia.

 

O Promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior afirmou que a condenação representa uma resposta a um ato de violência contra uma mulher em razão de uma escolha pessoal.

 

“Não podemos aceitar a banalização da vida. O sentimento de posse e a incapacidade de aceitar um ‘não’ jamais podem ser tratados como justificativas para a violência. A impunidade se alimenta desse ciclo e pode custar vidas, por isso a resposta precisa ser firme, como aconteceu nesse caso”, afirmou o Promotor de Justiça.

 

MPSC destaca combate à violência contra a mulher

A atuação do MPSC no combate à violência contra a mulher também ganha destaque durante o Agosto Lilás. O mês busca ampliar a conscientização e o enfrentamento da violência doméstica e familiar.

 

Além disso, a campanha reforça a importância da prevenção, da informação e da denúncia. A iniciativa também busca alertar para sinais de violência que podem anteceder situações mais graves.

 

Saiba como denunciar violência contra a mulher

Quem souber de algum caso de violência contra a mulher pode procurar os seguintes canais:

 

Polícia Militar: telefone 190.

 

Promotoria de Justiça mais próxima;

 

Ouvidoria do MPSC: atendimento presencial, formulário on-line ou telefone 127 para informações;

 

Polícia Civil: telefone 181 ou delegacia mais próxima;

 

Central de Atendimento à Mulher: telefone 180;

 

 

Fonte:Testo Notícias

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