Uma mulher de 27 anos, que estava em cárcere privado há mais de um ano, foi resgatada pela Polícia Militar após conseguir enviar um e-mail pedindo ajuda, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. O resgate aconteceu na sexta-feira (7).
A mensagem foi enviada para a Ouvidoria da Secretaria da Mulher de Colombo, serviço criado há cerca de um mês e divulgado por meio de cartazes espalhados pela cidade. Segundo a Polícia Militar, no e-mail, a mulher contou que sofria agressões constantes e era impedida de manter contato com pessoas de fora da casa.
O imóvel onde ela vivia tinha câmeras de monitoramento, grades nas janelas e portas trancadas pelo lado de fora. A equipe da Rede Massa | SBT esteve no endereço e registrou os equipamentos instalados na residência. Segundo a vítima, o homem também quebrava os aparelhos celulares dela, dificultando qualquer tentativa de pedir ajuda.
No relato enviado à Ouvidoria, a mulher afirmou que não conseguia deixar a residência e contou que duas crianças estavam no local, entre elas a filha de quatro meses.
Ela relatou que as agressões também aconteciam quando estava com a bebê no colo. Segundo o relato, quando a criança tinha dois meses e era prematura, a mulher foi chutada nas costas enquanto amamentava e enforcada com a filha no colo. Um desses episódios teria ocorrido na frente da filha do homem, de 10 anos.
A vítima também contou que foi puxada pelos cabelos enquanto trocava a fralda da criança e que sofreu ameaças durante a gravidez.
Como o WhatsApp e as redes sociais eram monitorados pelo homem, a mulher afirmou que não conseguia utilizar esses meios para pedir ajuda. Por isso, recorreu ao e-mail e pediu ajuda para conseguir voltar para casa em segurança.
Resgate
Depois de receber a denúncia, a Secretaria da Mulher encaminhou o caso à Polícia Militar. Os policiais foram até a residência, onde fizeram a abordagem e resgataram a mulher e o bebê. O homem foi preso em flagrante.
Em depoimento, ele afirmou que as câmeras instaladas na casa eram usadas para a segurança da própria mulher. Mesmo com a alegação, ele permaneceu preso em flagrante. O Ministério Público pediu a conversão da prisão em preventiva.
A mulher e o bebê foram retirados da residência e estão recebendo atendimento especializado. Medidas protetivas de urgência também foram solicitadas.
Fonte:Scc10