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“Modelo El Salvador”: Candidatos da direita elogiam política de segurança pública do país latino
Por Administrador
Publicado em 12/08/2026 16:10
Segurança

Candidatos para as Eleições 2026 como Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) defenderam plano de segurança pública com enfrentamento à criminalidade e a desfavelização de áreas urbanas, referenciando as políticas de Nayib Bukele, em El Salvador.

 

Segundo informações do g1, o Modelo de segurança é rígido, abusivo, utiliza força extrema e com prisões constantes. Além de reduzir a maioridade penal e o fim da progressão de regime.

 

 

 

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, apresentou, em junho deste ano, o projeto de governo “Plano Brasil Sem Medo” inspirado no sistema penitenciário salvadorenho.

 

“Vamos mudar radicalmente a forma de tratar os marginais deste país. Tanto aqueles que são narcoterroristas até aqueles que usam da covardia para oprimir e agredir mulher, e também aqueles que cometem furtos de celular”, disse Flávio.

 

Renan Santos

Renan Santos afirmou em seu evento de candidatura, que durante seu governo, crimes não serão aceitos:

 

“Ninguém vai roubar nada que é teu, porque nós vamos matar quem roubar”, declarou, aferindo que criminosos poderiam ser mortos caso resistissem às abordagens policiais.

 

O candidato negou comparações com o presidente de El Salvador, mas defendeu instrumentos como decretos de estado de defesa para regiões com atuação da criminalidade e de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) como formas de combater o crime.

 

Romeu Zema

Em sabatina organizada pelo g1 e pela GloboNews, o candidato afirmou que quer elevar o “custo do crime”, retomar áreas controladas por facções e ampliar o sistema prisional.

 

O candidato também propôs mudar a legislação para permitir a prisão preventiva de pessoas que acumulem determinado número de ocorrências, mesmo antes do julgamento. 

 

Ronaldo Caiado

“As pessoas têm que entender que estamos numa guerra”, disse Ronaldo Caiado em sabatina organizada pelo g1 e pela GloboNews.

 

Caiado defende a atuação da Militar sem uso de câmeras corporais. Confrontado com dados que mostram eficiência da ferramenta até mesmo na segurança dos policiais.

 

Outro ponto importante da política do candidato do PSD é a aprovação de uma lei para permitir o uso das Forças Armadas para a reocupação de territórios ocupados por organizações ligadas ao crime, inclusive na região Amazônica. Prometendo a criação de uma nova polícia transnacional.

 

Prisões em El Salvador

A gestão de segurança pública de El Salvador tem como objetivo principal o combate a gangues e derrubar índices de criminalidade no país. Para isso foram realizadas algumas mudanças no sistema penitenciário salvadorenho.

 

Em 2022 foi criado o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot) com capacidade para 40 mil presidiários, sendo a maior prisão das Américas. Mas o modelo de atuação de segurança máxima é controverso.

 

De acordo com o governo do país, o mega presídio é exclusivo para prisioneiros que “ocupam altas posições” da Mara Salvatrucha (ou MS-13) e das duas facções do Barrio 18 – gangues rivais que dominam o território.

 

Entretanto, o regime de exceção e a transferência dos presos para o Cecot em El Salvador foi uma operação para prender 83 mil pessoas. Grande parte das prisões foram realizadas sem mandato ou ordem judicial

 

Qual a situação dos detentos

O Cecot é um presídio fechado, com oito blocos separados. Todos são cobertos por luzes artificiais 24 horas por dia, a única iluminação natural dentro dos segmentos entra por uma abertura no teto que permite a circulação de ar.

 

 

 

 

Segundo uma reportagem do El País, os detentos são amplamente vigiados, até mesmo em seus momentos de higiene: o Banheiro fica nos fundos, aberto para todos e para tomar banho, o presídio tem “banheiras” de pedra. Os prisioneiros podem circular pelas celas e por um pátio que as conectam e dormem em beliches de ferro.

 

Para impedir a fuga, o local é rodeado por quatro muros de 60cm de espessura e três metros de altura, cobertos por arame farpado. Os prisioneiros tem direito a 30 minutos por dia para caminhar por um corredor, com as mão e pés algemados.

 

 

Fonte:Nsc

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