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Candidatos ao Senado por SC devem apostar em experiência e grandes temas nacionais no debate da CBN e NSC Total
Por Administrador
Publicado em 23/08/2026 18:50
Política

Os candidatos ao Senado por Santa Catarina participam do debate da CBN e do NSC Total neste domingo (23) com estratégias que vão desde enfatizar o compromisso com a democracia até aproveitar o espaço para divulgar propostas específicas caso sejam eleitos, como um teto máximo para a taxa de juros no país.

 

O debate da CBN Floripa, CBN Joinville e do NSC Total ocorre neste domingo, às 18h, com transmissão ao vivo no rádio, no portal e nos canais dos veículos no YouTube. O encontro para discussão de ideias e propostas será mediado pelo jornalista e apresentador da NSC, Raphael Faraco, e terá a participação dos colunistas da CBN e do NSC Total, Ânderson Silva, Renato Igor e Jefferson Saavedra.

 

Foram convidados para o debate candidatos das Eleições 2026 de partidos, federações ou coligações com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional, conforme prevê a legislação eleitoral. Os candidatos Afrânio Boppré (Psol), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD) e Lunelli (MDB) confirmaram presença.

 

A reportagem do NSC Total consultou as equipes dos candidatos para antecipar quais devem ser as estratégias de cada um no debate deste domingo. Confira abaixo as informações enviadas pelos concorrentes.

 

Afrânio Boppré (PSOL)

O candidato Afrânio Boppré (PSOL) informou que pretende aproveitar o espaço do debate para ressaltar ao eleitorado a importância de Santa Catarina alguém no Senado que represente os interesses do Estado, algo que, nas palavras dele, “hoje não existe”. Também informa que pretende ressaltar que “o ato de participar do debate é um compromisso com o processo democrático e eleitoral”.

 

O postulante pretende utilizar as respostas também para apresentar propostas como o de Tarifa Zero e a proibição das casas de apostas on-line, as chamadas bets.

 

Décio Lima (PT)

O candidato Décio Lima (PT) deve adotar uma estratégia de defesa da democracia e de mostrar por meio de resultados o que seu grupo político tem feito por Santa Catarina. A ideia, segundo a equipe de campanha, é fugir de uma disputa apenas ideológica e levar o debate para os temas que transformam a vida dos catarinenses.

 

Entre os principais pontos abordados deve estar o legado do governo Lula em SC, especialmente o aumento de investimentos federais em rodovias, portos e infraestrutura em geral. “A participação também deve reforçar a experiência de Décio e sua capacidade de diálogo institucional. A ideia é apresentar o Senado como um espaço para defender Santa Catarina, ampliar investimentos e garantir avanços, sempre com compromisso democrático”, detalhou a equipe do candidato, em nota.

 

Esperidião Amin (PP)

O candidato Esperidião Amin (PP) considera que no debate a ação dos postulantes tende a ser mais reativa do que propositiva, a depender dos temas escolhidos para as perguntas e respostas. Nesse sentido, ele antecipa que pretende priorizar temas de infraestrutura, educação, saúde e apoio no plano federal, além do comércio internacional. Também pretende abordar ações feitas por ele ao longo dos mandatos em temas que exigiam cooperação com o governo federal, por exemplo.

 

“Pretendo atuar de forma propositiva naquilo que eu posso propor, e reativa procurando trazer sempre experiências e coisas que eu já fiz. Se vier à baila o papel do Senado como responsabilidade institucional para corrigir desvios de outros poderes, não só do Legislativo, mas também do Judiciário, posso falar com propriedade”, afirma.

 

Jeferson da Rocha (PRD)

O candidato Jeferson da Rocha (PRD) deixa claro que pretende aproveitar o espaço do debate especialmente para falar de dois temas que, segundo ele, vêm sufocando o catarinense: juros e imposto. O postulante pretende detalhar propostas que deseja apresentar caso seja eleito, como a definição de um teto máximo para os juros a criminalização da usura (empréstimo de dinheiro a juros abusivos). Produtor rural, ele também pretende discutir ações que ajudem o agro em SC, o combate ao crime organizado e a proteção de propriedades.

 

“Sobre estratégia, não vou ao debate para brigar com adversário nem para discutir passado. Vou para falar com quem está em casa, com proposta na mão e nome e número de cada projeto”, promete.

 

Lunelli (MDB)

O candidato Lunelli (MDB) antecipa que pretende discutir com os adversários assuntos que estão em alta na corrida pelo Senado, como reforma do Judiciário, mudanças nas regras do Supremo Tribunal Federal (STF), combate a privilégios e pacto federativo. O combate às bets e a defesa do setor produtivo também devem ser explorados por ele, com a estratégia de recorrer à trajetória pessoal dele como conhecimento de causa em diferentes frentes. A abordagem deve apostar em grandes temas nacionais e em investimentos e decisões importantes para SC.

 

“A ideia é ir para o debate com uma postura propositiva, mas também firme e direta. Quero discutir o que, de fato, um senador pode fazer por Santa Catarina e pelo Brasil. Estamos falando de um cargo de enorme responsabilidade e de um mandato de oito anos”, afirma.

 

Quem são os candidatos ao Senado por SC nas Eleições 2026

 

Afrânio Boppré do PSOL 

 

Ana Lúcia, da UP 

 

Carlos Bolsonaro, do PL

Carol, do PCO 

 

Carol de Toni, do PL

 

Décio Lima, do PT 

 

Esperidião Amin, do PP 

 

Jeferson Rocha, do PRD 

Joaninha Oliveira, do PSTU 

 

Lunelli, do MDB 

 

Marcos Dorval, do PSTU 

 

Marlene Soccas, da UP 

 

Túlio de Amorim Pfuetzenreiter, da Missão

Como será o debate

O debate deve ter quatro blocos e cerca de duas horas de duração. Os candidatos às vagas de senador por SC responderão a perguntas de tema livre dos adversários e também dos colunistas da NSC, que farão questionamentos sobre assuntos relacionados ao SC Ainda Melhor.

 

Pela quinta eleição consecutiva, o projeto elencou cinco eixos prioritários para o desenvolvimento do Estado na percepção dos eleitores. Desta vez, foram escolhidos pelo público infraestrutura logística, saneamento básico, segurança, população em situação de rua e educação.

 

 

Fonte:Nsc

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