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Objetos de cápsula do tempo serão expostos após 50 anos em Jaraguá do Sul
Por Administrador
Publicado em 15/09/2026 21:09
Geral

Após permanecerem por 50 anos enterrados dentro de uma cápsula do tempo, objetos que ajudam a contar parte da história de Jaraguá do Sul serão expostos a partir desta quarta-feira (16), às 14h, no Museu Histórico Emílio da Silva.

 

A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 16h30. Aos sábados, o espaço estará aberto das 9h às 12h. Grupos restritos e escolas municipais, estaduais e particulares podem agendar visitas monitoradas pelo e-mail museuhistorico@jaraguadosul.sc.gov.br.

 

Os materiais foram recuperados após a abertura da cápsula, realizada em junho deste ano. O recipiente foi enterrado em 1976 com o objetivo de preservar objetos e registros daquele período para as futuras gerações.

 

No entanto, ao longo das cinco décadas, a entrada de água na estrutura de ferro provocou danos em parte do conteúdo. A umidade e as condições a que os materiais ficaram expostos causaram diferentes níveis de deterioração. Alguns objetos foram preservados parcialmente, enquanto outros não puderam ser recuperados.

 

Entre os itens encontrados estão um mini chapéu de nylon azul, caneta, pedaços de espuma, sacolas de empresas, jornais, fragmentos de metais, chaveiro do centenário, brasões de Jaraguá do Sul em tecido, fita de algodão com a imagem do centenário, moedas, pano com bordado, botões, um disco de vinil com o Hino de Jaraguá do Sul, régua e tecidos estampados.

 

Conservação dos materiais

 

Após a abertura da cápsula, a equipe técnica da Prefeitura precisou adotar cuidados específicos para preservar os materiais e garantir a segurança durante a manipulação. Havia a possibilidade de presença de microrganismos no interior da estrutura, devido ao longo período em condições adversas.

 

Por isso, foram utilizados equipamentos de proteção e procedimentos específicos. A equipe também realizou o inventário inicial, avaliou o estado de conservação e adotou medidas para estabilizar os itens mais sensíveis.

 

O controle de temperatura e umidade também foi necessário, já que as variações podem acelerar a degradação de materiais como papel e tecidos.

 

O período entre a abertura da cápsula e a exposição foi utilizado para a avaliação, tratamento e preparação dos objetos recuperados. A montagem da mostra também exigiu a disponibilização de vitrines e suportes adequados para garantir a segurança e a apresentação dos materiais.

 

Além de revelar objetos que permaneceram enterrados por cinco décadas, a exposição permite conhecer parte da memória de Jaraguá do Sul e observar as marcas deixadas pelo tempo e pelas condições em que os materiais foram conservados.

 

 

Fonte:Diário da Jaraguá

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