A Prefeitura de Rio dos Cedros se manifestou nesta terça-feira (6) após ser alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Passe de Mágica, da Polícia Civil de Santa Catarina. Em nota oficial, o município afirmou que colabora integralmente com as investigações e que os serviços públicos continuam funcionando normalmente.
Agentes da 4ª Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (4ª DECOR), vinculada à DEIC, estiveram na sede da Prefeitura para cumprir uma das ordens judiciais. A operação investiga suspeitas de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro relacionadas à administração pública de Rio dos Cedros.
O posicionamento da Prefeitura é um novo desdobramento da operação deflagrada durante a manhã, que também resultou no afastamento cautelar de integrantes da administração municipal.
Prefeitura diz que entregou documentos e equipamentos
Na nota, a administração informou que colocou à disposição dos investigadores servidores, documentos, informações, equipamentos e materiais solicitados durante as diligências.
“A Administração Municipal informa que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pelas investigações”, informou a Prefeitura.
O município acrescentou que permanecerá à disposição para outros esclarecimentos e medidas consideradas necessárias pelas autoridades.
A Prefeitura também informou que não houve suspensão de prazos, trâmites ou expedientes administrativos. Dessa forma, os serviços da rede municipal continuam funcionando normalmente.
No encerramento da manifestação, a administração afirmou manter compromisso com “a legalidade, transparência, respeito às instituições e ao Estado de Direito”.
Operação afastou prefeito e vice
A Operação Passe de Mágica foi deflagrada pela Polícia Civil após aproximadamente 15 meses de investigação. Ao todo, foram expedidos 37 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Rio dos Cedros, Timbó e Blumenau.
Além das buscas, o Tribunal de Justiça determinou cautelarmente o afastamento do prefeito Jorge Luiz Stolf e do vice-prefeito Rafael Nones. Integrantes da administração ligados à área de Planejamento, Habitação e Meio Ambiente e outro servidor público também foram afastados. O afastamento é uma medida cautelar no curso da investigação e não representa condenação.
A investigação apura, em tese, três frentes: possível aquisição de imóveis por terceiros com posterior valorização decorrente de atos do poder público; eventual direcionamento de licitações e contratos; e possível ocultação e movimentação de valores.
A Justiça ainda determinou o sequestro de 26 imóveis e o bloqueio de bens e valores até o limite aproximado de R$ 34,6 milhões, além de outras medidas cautelares.
O material recolhido durante a operação será analisado e poderá subsidiar novas diligências. A Polícia Civil informou que divulgará novas informações conforme o avanço da investigação.
Fonte:Testo Notícias