Uma adolescente de 14 anos imobilizou um homem com um golpe de jiu-jítsu após ele invadir a casa da família para furtar ferramentas, na madrugada de sábado (17), em Lages, na Serra catarinense. Ana Clara Dressel aplicou um mata-leão no suspeito e o manteve imobilizado por cerca de 15 minutos, até a chegada da Polícia Militar.
A situação começou quando o irmão mais novo da adolescente, de 12 anos, ouviu um barulho estranho na residência. O pai foi verificar o que estava acontecendo e encontrou o homem mexendo em um veículo na garagem.
Ao confrontar o suspeito, o casal acabou envolvido em uma briga. Jaqueline Dressel, mãe de Ana Clara, tentou ajudar o marido, mas foi agredida pelo invasor. Segundo a família, o homem também carregava uma pequena faca, que foi retirada dele pelo casal.
Foi nesse momento que Ana Clara agiu. Ao perceber que o homem estava desarmado e tentou se levantar para fugir, a adolescente aproveitou a oportunidade para aplicar o golpe.
“Ele já estava desarmado, né?! Eu já tinha levado um soco, já não estava muito bem. Foi quando ele levantou de novo para tentar fugir, ela conseguiu aplicar o golpe nele que ele acabou ficando imobilizado ali até a polícia chegar”, relatou a mãe em entrevista ao Cidade Alerta.
A adolescente só soltou o suspeito depois que os policiais chegaram e colocaram as algemas.
“Eu fiquei com muita raiva dele, né? Porque a gente estava num momento de descanso nosso. Ele vem aqui, bateu na minha mãe”, relatou Ana Clara.
A jovem explicou que esperou o homem ficar de costas para aplicar as técnicas que aprendeu na academia de jiu-jítsu.
“Eu esperei ele ficar de costas, né? Ele levantou, ele ficou de costas. Ele já estava desarmado, aí eu tive a oportunidade de usar um mata-leão nele. Primeiro, para eu poder derrubar ele no chão, eu apliquei o golpe nele. O mata-leão depois que eu derrubei ele no chão”, contou.
Jiu-jítsu ajuda a desenvolver controle emocional e confiança
A professora de jiu-jítsu de Ana Clara, Luiza Piuco, explicou que a modalidade contribui para desenvolver disciplina, controle emocional e confiança. No entanto, ela ressaltou que o treinamento não elimina os riscos de uma reação durante uma situação de violência.
“A pessoa acaba se tornando mais autoconfiante com essa prática e justamente com essa autoconfiança elevada a gente consegue perceber uma situação de risco e até mesmo evitar, que foi o caso que a Ana fez”, afirmou.
A especialista reforçou que reagir a uma invasão ou tentativa de assalto pode colocar a vítima em risco. A prioridade, segundo a professora, deve ser preservar a própria segurança e buscar ajuda das autoridades.
Com informações do ND Mais.