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Granja com mais de 70 mil perus tem foco de Newcastle confirmado no Oeste de SC
Por Administrador
Publicado em 27/10/2026 15:22
Cotidiano

Mais de 30 mil perus serão submetidos à despovoação sanitária após a confirmação de um novo foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de Coronel Freitas, no Oeste de Santa Catarina. A propriedade tem mais de 70 mil aves, mas apenas um dos núcleos de criação apresentou resultado positivo para o vírus.

A informação foi divulgada pela presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos. Segundo ela, os perus dos demais núcleos já estão em idade de abate e poderão ser destinados à produção de carne.

Mais de 30 mil aves passarão por despovoação sanitária

O resultado positivo foi identificado durante as análises realizadas pelas equipes sanitárias na região de Nova Itaberaba, onde funciona o Centro de Operações de Emergência Sanitária.

Como apenas um dos núcleos apresentou a presença do vírus, as medidas serão concentradas nas aves desse local. Os perus dos demais núcleos poderão seguir para a produção de carne, conforme as orientações sanitárias aplicáveis.

Os procedimentos fazem parte das ações de controle adotadas após a confirmação do segundo foco da doença de Newcastle em Santa Catarina, registrado em uma granja comercial de Coronel Freitas.

Exames continuam em granjas do Oeste de SC

A vigilância sanitária permanece ativa nos quatro municípios abrangidos pela emergência zoossanitária:

  • Nova Itaberaba;

  • Nova Erechim;

  • Coronel Freitas;

  • Águas Frias.

De acordo com a presidente da Cidasc, as equipes coletam amostras em granjas comerciais e também em perus que completam 21 dias de vida. Quando as aves mais novas atingem essa idade, passam a integrar o monitoramento.

A cada resultado laboratorial, as equipes avaliam as medidas necessárias. Caso novas propriedades apresentem resultados positivos, poderão ser adotados procedimentos de despovoação sanitária, limpeza e desinfecção.

Doença pode não apresentar sintomas

Celles Regina alertou que novos casos podem surgir durante a investigação, já que a doença de Newcastle pode estar presente mesmo quando as aves não apresentam sintomas aparentes.

Por isso, os exames são fundamentais para confirmar a presença do vírus e orientar as decisões das autoridades sanitárias. A ausência de sinais clínicos, por si só, não descarta a infecção.

O monitoramento continuará conforme as aves atingirem a idade para coleta de amostras e os resultados laboratoriais forem divulgados.

Medidas buscam conter o vírus e preservar mercados

A operação reúne equipes de defesa agropecuária, o Ministério da Agricultura e Pecuária, empresas integradoras e a comunidade local.

O objetivo é identificar rapidamente as propriedades afetadas, conter a circulação do vírus e evitar novas restrições comerciais aos produtos avícolas catarinenses.

Segundo a presidente da Cidasc, o trabalho também busca permitir que os mercados que impuseram restrições às exportações retomem as compras o mais breve possível.

Com informações do ND Mais.

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