Policial de elite morto no RJ saiu do carro para atirar em bandidos, mas foi fuzilado antes
Por Administrador
Publicado em 02/04/2025 05:57
Segurança

O policial João Pedro Marquini, de 38 anos, da tropa de elite da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) do Rio de Janeiro, morto com tiros de fuzil na noite de domingo (30), chegou a sair do carro armado para atirar nos bandidos que o encurralaram, mas foi baleado antes, sem tempo de reação. O crime aconteceu em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio. O policial foi enterrado nesta terça-feira (1°). As informações são do g1.

 

 

 

A principal linha de investigação que a polícia segue no momento é de latrocínio – roubo seguido de morte. Uma pistola do policial foi levada pelos criminosos.

 

Na descida da Serra da Grota Funda, em Vargem Grande, os bandidos fecharam a passagem do policial, que estava em um carro recém consertado. A mulher dele, a juíza Tula de Mello, estava em outro carro, que seguia o veículo do marido.

 

O homem foi atingido por cinco tiros e morto após criminosos armados com fuzis atacarem o veículo. O carro em que a juíza estava também foi atingido por três disparos, mas o veículo era blindado, e ela não se feriu. 

 

Antes de sair do veículo, ele chegou a ligar para um amigo e deixou o telefone no viva voz. A intenção dele, segundo a polícia, era que o amigo pudesse escutar toda a movimentação.

 

 

A polícia soube que os bandidos fugiram para a comunidade César Maia, em Vargem Pequena, controlada há 1 ano por uma facção criminosa, após o crime.

 

A Core fez uma operação na região e encontrou o carro que teria sido usado pelos criminosos.

 

Enterro cheio de emoção e homenagens

O enterro do policial foi marcado por emoção e homenagens da esposa, com quem Marquini estava casado há pouco mais de um ano, dos três filhos, e de colegas de profissão.

 

Tula cumprimentou cada um dos policiais que foram até o cemitério. O coordenador da Core, Fabrício Oliveira, definiu o policial como “fora da curva” e “destaque em todos os cursos que ele fez”.

 

— Acima da média tecnicamente, como pessoa. Para a polícia é uma perda muito grande, para a família é uma perda irreparável — disse.

 

O policial estava estava se preparando para fazer um curso de atirador de precisão no Batalhão de Operações Especiais (Bope), de acordo com Fabrício.

 

Fonte:NSC

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