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O que se sabe sobre americano morto por agentes de imigração em Minneapolis, nos EUA
Por Administrador
Publicado em 26/01/2026 06:32
Segurança

Um homem de 37 anos foi morto por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos neste sábado (24). Identificado como Alex Pretti, ele era cidadão americano e enfermeiro.

 

Autoridades federais alegam que Alex estava armado no momento da abordagem, e que teria sacado a arma. Contudo, essa versão é negada pela família e contestada em vídeos da abordagem. Imagens obtidas pelo The New York Times não mostram sinais de que ele teria sacado a arma, e não há indícios de que os agentes soubessem que o homem estava armado. O enfermeiro possuía permissão para portar arma.

 

Vídeos analisados pelo The New York Times mostram Alex Pretti se colocando entre uma mulher e um agente de imigração, que usava spray de pimenta contra ela. Nesse momento, ele está com um celular em uma mão e sem nada na outra.

 

 

Um grupo de sete agentes o derruba no chão e o imobiliza. Um agente parece retirar uma arma dele enquanto outro joga spray de pimenta. Com o enfermeiro ajoelhado e imobilizado, um agente faz um disparo à queima-roupa, que depois se segue de mais disparos.

 

Esse é o segundo caso de morte envolvendo operações de imigração em Minneapolis em menos de um mês. No dia 7 de janeiro, Renee Nicole Good, poeta premiada e mãe de três filhos, foi morta.

 

A versão inicial divulgada por autoridades federais afirmava que Pretti teria se aproximado dos agentes com uma arma de fogo, e resistido de forma violenta enquanto eles tentavam desarmá-lo. Nesse momento, um agente teria atirado em legítima defesa.

 

Quem era Alex Pretti

Enfermeiro de UTI, Pretti rabalhava em um hospital do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA. Nascido em Illinois, era cidadão americano e morava em Minneapolis. Ele era descrito por familiares e pessoas próximas como uma pessoa calma, solidária e apaixonada pela natureza.

 

O que dizem as autoridades

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) classificou o caso como um ataque contra agentes. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que Pretti não estava no local para protestar pacificamente, mas para “perpetuar a violência”. Imagens de uma pistola que estaria com Pretti foram divulgadas por autoridades federais.

 

Já o governador de Minnesota, Tim Walz , classificou as imagens como“revoltantes”. Ainda, disse que  o estado não confia no governo federal para conduzir a investigação, já que agentes federais teriam impedido autoridades estaduais de iniciar apurações no local.

 

Trump defendeu os agentes federais, e em uma publicação nas redes sociais divulgou a imagem da arma que, segundo autoridades, foi apreendida com o homem. Ainda, acusou governador e o prefeito de Minneapolis de “incitar insurreição” com críticas às ações federais.

 

Manifestações

A morte gerou protestos em Minneapolis, e manifestantes chegaram a entrar em confronto com agentes federais, que usaram spray de pimenta, gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral. A Guarda Nacional de Minnesota foi acionada para ajudar a polícia local. Outras cidades, como Nova York, Washington e San Francisco, também registraram mobilizações.

 

 

Fonte:Nsc

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