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Santa Catarina participa de mutirão nacional de cirurgias bariátricas pelo SUS
Por Administrador
Publicado em 04/03/2026 07:28
Saúde

Santa Catarina participa de um mutirão nacional que vai realizar 194 cirurgias bariátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre a última segunda-feira (2) e o dia 15 de março. A ação ocorre em alusão ao Dia Mundial de Combate à Obesidade, celebrado em 4 de março.

 

Em Florianópolis, estão previstos três procedimentos no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, todos na quarta-feira (4). As cirurgias serão destinadas a pacientes que já passaram por todo o processo pré-operatório e aguardavam na fila pelo atendimento.

 

A iniciativa é organizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e envolve 22 hospitais públicos em todo o país. Segundo a entidade, o mutirão busca ampliar o acesso ao tratamento cirúrgico para pacientes com obesidade grave.

 

 

Além de Santa Catarina, o mutirão prevê procedimentos em outros 11 estados:

 

São Paulo: 68

Minas Gerais: 41

Espírito Santo: 20

Pará: 14

Pernambuco: 12

Rio de Janeiro: 10

Bahia: 10

Mato Grosso do Sul: 8

Maranhão: 5

Distrito Federal: 3

Tocantins: 3

Fila de espera e avanço da obesidade

Em 2025, cerca de 14.115 cirurgias bariátricas foram realizadas pelo SUS, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde (ANS). Nos últimos cinco anos, o Brasil registrou mais de 291 mil procedimentos, mas 260 mil foram feitos pela rede privada, enquanto pouco mais de 31 mil ocorreram pelo sistema público.

 

Por outro lado, a obesidade vem avançando no país. Entre 2006 e 2024, os casos cresceram 118% entre adultos, de acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, divulgada pelo Ministério da Saúde no início do mês de fevereiro. No mesmo período, também houve aumento de doenças associadas, como diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão arterial (31%).

 

— A oferta é muito menor do que a demanda. Existem estados em que a fila de espera ultrapassa mil dias e, enquanto isso, os pacientes que aguardam sofrem com o aumento de doenças associadas e a dificuldade de ter uma vida saúdavel — afirma o presidente da entidade, Juliano Canavarros.

 

Mais de 2 mil cirurgias pelo SUS em SC

Em Santa Catarina, o mutirão ocorre em meio à ampliação recente desse tipo de procedimento na rede pública. Dados do governo do Estado apontam que o número de cirurgias bariátricas cresceu 550% entre 2022 e 2025. Apenas no último ano, foram realizados 2.228 procedimentos na rede estadual, seis vezes mais do que os 343 registrados em 2022.

 

Desde 2023, o estado acumula 3.815 cirurgias bariátricas pelo SUS. A expansão está relacionada ao aumento do número de hospitais habilitados, que passou de seis para nove unidades, ampliando o atendimento em diferentes regiões catarinenses.

 

As unidades que fazem as cirurgias bariátricas são: Hospital Geral Tereza Ramos, de Lages; Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville; Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, de São José; Hospital Universitário, de Florianópolis; Hospital Santo Antônio, de Blumenau; Hospital Azambuja, de Brusque; Hospital Dom Joaquim, de Sombrio; Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra; e Hospital São Miguel, de Joaçaba.

 

Onde buscar atendimento em SC

A pessoa com obesidade devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde será avaliada e, se houver indicação de atendimento especializado, encaminhada para o hospital de referência.

 

O cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, Rui Celso Vieira, explica que, para haver indicação de cirurgia bariátrica, o paciente precisa ter feito pelo menos dois anos de tratamento clínico convencional para perda de peso, sem sucesso.

 

Outros critérios envolvem o índice de massa corporal (IMC), a presença de comorbidades e a avaliação de profissionais de diferentes especialidades.

 

— Além do benefício do emagrecimento, a cirurgia serve para redução de doenças metabólicas, uso de medicamentos, de hipertensão, de problemas articulares, ou seja, há uma redução de todas as comorbidades que o paciente possa ter — explica o médico Rui Celso Vieira.

 

Fonte;Nsc

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