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Jovem descobre câncer avançado após dor ser tratada como ansiedade
Por Administrador
Publicado em 05/03/2026 07:15
Geral

Uma dor persistente no peito, inicialmente associada à ansiedade, era na verdade um câncer em estágio avançado. A britânica Emma Herring, de 22 anos, moradora de Durham, na Inglaterra, recebeu em novembro de 2025 o diagnóstico de linfoma de Hodgkin em estágio 4, após meses de idas e vindas a serviços de saúde sem uma resposta definitiva.

 

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. No caso de Emma, os exames identificaram um tumor de sete centímetros no tórax, outro de quatro centímetros no pescoço e comprometimento de gânglios linfáticos.

 

“Eu sabia que havia algo errado”, relatou a jovem à imprensa britânica ao relembrar o período anterior à confirmação da doença. Emma procurou atendimento médico pela primeira vez em abril de 2025, logo que começou a sentir dores no peito. Na avaliação inicial, ouviu que o desconforto poderia estar relacionado à ansiedade.

 

Com a persistência da dor, voltou a buscar ajuda e foi ao pronto-socorro. Ela esperava realizar um eletrocardiograma, mas o exame não foi feito. Segundo o médico, o incômodo poderia ser resultado de uma distensão muscular associada a uma crise de pânico. Apesar de ter histórico de ansiedade, Emma não havia relatado nenhum episódio naquele momento.

 

Meses depois, um raio-X apontou a presença de uma massa no tórax. Ainda assim, a hipótese considerada foi a de pneumonia, e ela recebeu antibióticos. A possibilidade de câncer foi descartada, principalmente por causa da idade da paciente.

 

Diagnóstico por telefone

Sem melhora e com o quadro se agravando, Emma foi encaminhada em novembro ao Hospital Universitário de North Durham para exames mais detalhados. A tomografia revelou a gravidade da situação. A confirmação do linfoma de Hodgkin em estágio 4 veio por telefone. Emma descreveu o momento como o mais assustador de sua vida e afirmou que receber a notícia sem suporte presencial tornou o impacto ainda mais difícil.

 

Devido ao caráter agressivo da doença, a quimioterapia começou imediatamente. O plano inicial previa quatro ciclos, mas foi ampliado para seis ao longo do tratamento. Atualmente, a jovem está na quinta etapa.

 

Entre os efeitos colaterais mais marcantes, ela destaca a queda de cabelo poucas semanas após o início da quimioterapia. Outro ponto delicado foi não ter conseguido realizar o congelamento de óvulos antes do tratamento, já que a intervenção precisava começar sem atraso.

 

Antes do diagnóstico, Emma levava uma vida considerada saudável e celebrava conquistas pessoais, como a mudança para o próprio apartamento. Agora, afirma sentir que a vida está “em pausa”.

 

Ela acredita que o fato de ser jovem contribuiu para que hipóteses mais graves fossem descartadas no início. Por isso, decidiu compartilhar sua história como alerta.

 

Fonte:Scc10

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