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Cidade de SC quer proibir Bolsa Família de pessoas em situação de rua
Por Administrador
Publicado em 18/03/2026 05:31
Geral

A Câmara de Vereadores de Joinville aprovou, nesta semana, uma moção de apelo que propõe endurecer as regras para o pagamento de benefícios assistenciais. O alvo da medida são as pessoas em situação de rua cadastradas no CadÚnico. A proposta solicita que a Prefeitura monitore o uso dos recursos e suspenda o Bolsa Família de quem recusar ajuda das redes de acolhimento e saúde da cidade.

 

 

A moção sugere que o Poder Executivo estabeleça um levantamento sistemático para cruzar dados de beneficiários com o histórico de atendimentos sociais. Dessa forma, a prefeitura deve avaliar mecanismos para o bloqueio do benefício em situações de:

 

 

O autor da proposta, vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), argumenta que a assistência financeira, sem o devido acompanhamento, pode ser ineficaz. “Infelizmente, muitas vezes esse dinheiro acaba sendo usado para sustentar vícios, o que não resolve o problema e ainda piora a situação dessas pessoas”, destacou o parlamentar.

 

“Fio condutor” da reabilitação

Batista reforça que a intenção não é retirar o direito ao auxílio de forma permanente, mas usá-lo como um estímulo à recuperação. Para ele, o benefício deve estar condicionado à “adesão aos programas que realmente possam transformar essa realidade”.

 

Atualmente, o valor mínimo pago pelo programa federal é de R$ 600, acessado inclusive por quem vive sozinho nas ruas por meio da modalidade “família unipessoal”.

 

Impacto na rede municipal

Se implementada, a medida exigirá uma integração direta entre a Secretaria de Assistência Social e a Secretaria de Saúde de Joinville. Hoje, o município já conta com o Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) e o Consultório na Rua, que oferecem suporte itinerante. Assim, a nova diretriz obrigaria essas equipes a reportar as recusas de atendimento para o sistema de controle de benefícios.

 

Agora, caberá ao Executivo definir a viabilidade jurídica da proposta, uma vez que o Bolsa Família é um programa federal, embora a gestão do CadÚnico seja municipal.

 

Fonte:G1

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