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OMS confirma novo caso de hantavírus entre passageiros de cruzeiro
Por Administrador
Publicado em 07/05/2026 06:09
Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quarta-feira (6) um novo caso de infecção por hantavírus entre passageiros do cruzeiro MV Hondius, que registrou um surto da doença durante uma viagem iniciada na Argentina no dia 1º de abril. O paciente é um cidadão suíço que desembarcou ainda em abril e atualmente está em tratamento em Zurique. As informações são do SBT News.

 

Segundo a OMS, o navio já contabiliza oito pessoas com sintomas, quatro casos confirmados e uma morte entre os infectados. A embarcação, operada por uma empresa holandesa, partiu do extremo sul da Argentina com destino a Cabo Verde, mas acabou sendo retida após a identificação do surto.

 

Na terça-feira (5), três passageiros com suspeita de infecção foram retirados do navio e levados de avião para a Holanda, onde seguem em tratamento médico. Já nesta quarta, a África do Sul informou que a cepa “andina” do hantavírus foi identificada em duas pessoas a bordo, embora a OMS ainda não tenha confirmado oficialmente esses casos como positivos.

 

O navio segue viagem em direção às Ilhas Canárias, na Espanha. O governo espanhol informou que 14 passageiros devem cumprir quarentena em um hospital de Madri, enquanto os demais serão repatriados para seus países de origem.

 

O caso gerou preocupação em autoridades locais das Ilhas Canárias, que chegaram a comparar a situação ao início da pandemia de COVID-19. No entanto, a OMS afirmou que está monitorando os contatos das pessoas infectadas e reforçou que o risco de transmissão em larga escala é considerado baixo.

 

O que é o hantavírus

 

O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres e pode causar a hantavirose. Na forma mais comum, a infecção ocorre pelo contato com urina, fezes ou saliva de ratos contaminados. No Brasil, a doença mais frequente é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode afetar pulmões e coração.

 

Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e náuseas, podendo evoluir para falta de ar, tosse seca e queda de pressão em casos graves. O período de incubação varia de uma a cinco semanas.

 

Não existe tratamento específico para a doença. O atendimento é feito com suporte hospitalar, e o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de recuperação.

 

A prevenção envolve evitar contato com roedores e seus resíduos, manter alimentos armazenados corretamente, evitar acúmulo de lixo e usar proteção adequada em áreas de risco.

 

 

Fonte:Scc10

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