Uma operação da Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (8) em Chapecó e Joinville durante investigação sobre um grupo suspeito de praticar tortura como forma de cobrança de dívidas ligadas ao tráfico de drogas.
Batizada de “Cruciatus”, a ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) e pela 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Chapecó. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e duas ordens de internação de adolescentes.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após um homem de 28 anos, morador do bairro Presidente Médici, em Chapecó, dar entrada no Hospital Regional do Oeste no dia 25 de janeiro deste ano com múltiplas fraturas pelo corpo. Conforme os investigadores, ele precisou passar por duas cirurgias e permaneceu internado por vários dias.
Durante a apuração, vídeos com cenas de agressões passaram a circular em grupos de aplicativos de mensagens e também foram encontrados em um celular apreendido pela polícia. Nas imagens, conforme a investigação, a vítima aparece sendo agredida por várias pessoas com pedaços de madeira após ser amarrada por integrantes do grupo.
De acordo com a Polícia Civil, o caso estaria relacionado à cobrança de dívidas decorrentes da venda de drogas ilícitas e envolveria integrantes de uma facção criminosa com atuação na região.
As ordens judiciais foram cumpridas nos bairros Bom Pastor, Centro, Boa Vista e Passos dos Fortes, em Chapecó. Em Joinville, um jovem de 18 anos foi preso preventivamente. Durante a operação, também houve uma prisão em flagrante por tráfico de drogas.
Segundo a investigação, entre os envolvidos identificados há adultos e adolescentes. Uma das pessoas apontadas no inquérito já morreu.
A operação contou com apoio de policiais civis de outras unidades da região, além da Polícia Militar, Guarda Municipal e do Núcleo de Operações com Cães (NOC).
Os suspeitos presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. Conforme a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à prática de tortura e ao ato de infligir dor.
Fonte;Nsc