Menu
Publicidade
Publicidade
Publicidade
SC decreta alerta climático por risco de El Niño; veja o que muda
Por Administrador
Publicado em 19/05/2026 16:39
Geral

O governador Jorginho Mello assinou nesta segunda-feira (18) um decreto que estabelece estado de alerta climático em todo o território catarinense pelos próximos 180 dias.

 

A medida tem caráter preventivo diante da possibilidade de atuação do fenômeno El Niño, que pode provocar aumento das chuvas e elevar o risco de enchentes, deslizamentos e inundações em Santa Catarina.

 

 

 

O documento foi assinado na sede da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina e também leva a assinatura do secretário Cel. BM Fabiano de Souza.

 

O que muda com o decreto de alerta climático?

Segundo o Governo do Estado, o decreto não significa situação de emergência nem estado de calamidade pública.

 

Na prática, a medida permite que o estado atue de forma antecipada para prevenir desastres e agilizar respostas em caso de eventos extremos.

 

Entre as ações previstas estão:

 

convocação extraordinária do Comitê Estadual de Proteção e Defesa Civil;

reforço do monitoramento meteorológico, hidrológico e geológico;

mobilização prévia de equipes e equipamentos;

posicionamento estratégico de recursos em áreas vulneráveis;

uso de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil;

mobilização de servidores estaduais para apoio às operações.

Estado poderá decretar emergência automaticamente

O decreto também cria critérios objetivos para decretar situação de emergência de forma automática em áreas atingidas por temporais.

 

Entre os chamados “gatilhos” estão:

 

chuva acima de 80 milímetros em 24 horas;

deslizamentos;

interrupção de serviços essenciais;

famílias desabrigadas;

emissão de alertas laranja ou vermelho pela Defesa Civil.

Caso um desses critérios seja confirmado pela Defesa Civil, o Governo do Estado deverá decretar situação de emergência em até 24 horas.

 

El Niño pode começar entre julho e agosto

Segundo meteorologistas da Defesa Civil, Santa Catarina vive atualmente um período de neutralidade climática.

 

No entanto, existe cerca de 80% de probabilidade de início do El Niño entre julho e agosto deste ano.

 

O fenômeno é conhecido por aumentar o volume de chuva na Região Sul do país, principalmente durante primavera e verão.

 

Municípios terão que reforçar ações preventivas

As prefeituras catarinenses também terão papel importante durante o período de alerta climático.

 

O Governo do Estado determinou que os municípios intensifiquem:

 

limpeza de drenagens;

fiscalização de áreas de risco;

atualização dos planos de contingência;

monitoramento de comunidades vulneráveis.

As cidades ainda deverão enviar relatórios periódicos à Defesa Civil estadual.

 

Investimentos em prevenção e monitoramento

 

 

Entre as principais ações estão os simulados estaduais de gestão de desastres, considerados os maiores já realizados no Brasil. Em maio de 2025, o exercício contou com a participação de 212 municípios catarinenses. Já em março de 2026, a segunda edição teve adesão de 294 cidades e simulou situações como enchentes, deslizamentos, enxurradas e falta de energia.

 

O Estado também investiu na modernização das barragens do Vale do Itajaí.

 

mais de R$ 23 milhões na reforma completa da Barragem Sul, em Ituporanga;

R$ 9,8 milhões para a reforma da Barragem Norte, em José Boiteux;

modernização da Barragem Oeste, em Taió, que segue em processo licitatório.

As obras incluem:

 

substituição de comportas;

automação dos sistemas;

acionamento remoto;

modernização das casas de máquinas.

Novas barragens serão construídas nas cidades de:

 

Botuverá;

Mirim Doce;

Petrolândia.

Também existem estudos para novas barragens em:

 

Braço do Trombudo;

Pouso Redondo;

Agrolândia.

Monitoramento em tempo real recebeu R$ 17 milhões

A rede estadual de monitoramento hidrometeorológico também foi ampliada nos últimos anos.

 

Segundo o governo, o número de pontos de monitoramento passou de 42 para 172 em todas as regiões catarinenses entre 2025 e 2026.

 

Com investimento de R$ 17 milhões, Santa Catarina passou a contar com:

 

estações meteorológicas e hidrológicas;

sirenes em áreas vulneráveis;

monitoramento em tempo real;

atualização de dados a cada 15 segundos;

alertas mais rápidos para a população.

A rede de radares meteorológicos também foi fortalecida e atualmente possui equipamentos instalados em:

 

Lontras;

Chapecó;

Araranguá;

Joinville.

Um novo radar para a Grande Florianópolis, em Angelina, segue em fase de estudos e deve ter licitação lançada ainda neste ano.

 

 

Fonte;Scc10

Comentários