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Operação mira quadrilha que vendia terrenos da Celesc no São Roque
Por Administrador
Publicado em 23/06/2026 20:26
Segurança

A Polícia Civil de Itajaí cumpriu ordens de busca e apreensão em Itajaí, Ilhota e Camboriú contra uma quadrilha suspeita de vender terrenos das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), na invasão do bairro São Roque, zona rural de Itajaí. As ordens judiciais foram cumpridas nesta terça-feira nos bairros Fazenda, Cordeiros e São Roque, em Itajaí, além dos outros dois municípios. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, contratos de compra e venda e comprovantes de pagamentos relacionados às negociações dos terrenos.

 

 

A investigação apura a atuação de grileiros que comercializavam áreas públicas para compradores, geralmente de outros estados, que desconheciam a venda ilegal. Segundo a polícia civil, os terrenos eram vendidos por valores entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. Além disso, os acusados cobravam mensalidades entre R$ 500 e R$ 1000 dos ocupantes.

 

 

Neste primeiro momento, não houve prisões. A operação teve como objetivo recolher documentos, equipamentos e outras provas que possam ajudar na identificação de todos os envolvidos.

 

As investigações apontam que os lotes eram anunciados nas redes sociais. De acordo com a polícia, grande parte das vítimas é de outros estados, como Rio Grande do Sul, Pará, Bahia e Pernambuco.

 

O inquérito policial investiga crimes como estelionato, associação criminosa, furto de energia elétrica e crimes ambientais. Até agora, seis integrantes do grupo foram identificados.

 

No entanto, a polícia civil acredita que o esquema tenha a participação de mais pessoas. A análise do material apreendido deve auxiliar na identificação de novos suspeitos.

 

 

 

Demolições retomadas

Na semana passada, a Prefeitura de Itajaí conseguiu uma liminar judicial para retomar as demolições de construções erguidas irregularmente nas áreas da Celesc ocupadas por moradores que compraram os terrenos dos grileiros.

 

As demolições começaram em maio e atingiram inicialmente 16 casas da comunidade. Em nota divulgada na semana passada, a prefeitura informou que a ação não tem como alvo famílias em situação de vulnerabilidade social, mas busca impedir a expansão de novas ocupações irregulares e a comercialização ilegal de lotes. “O objetivo da operação foi justamente impedir que uma ocupação irregular avançasse ao ponto de gerar impactos sociais mais complexos no futuro”, explicou a administração municipal.

 

Fonte:Diarinho

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