Ao menos 24 vítimas registraram boletim de ocorrência após terem celulares furtados durante o show do projeto Cê Tá Doido, realizado em 18 de abril no pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof, em Brusque. O número reúne registros presenciais e também feitos de forma on-line, conforme dados da Polícia Civil.
A quantidade de furtos ocorridos no evento levantaram questionamentos sobre qual é o papel da segurança privada e das autoridades de segurança pública em relação a esse tipo de crime.
Relatos indicam que os furtos ocorreram principalmente em locais de maior aglomeração, como a fila do open bar e a área próxima ao palco. As vítimas descrevem situações de empurra-empurra e suspeita de atuação coordenada de criminosos, com aparelhos sendo retirados de bolsas sem que fossem percebidos. Há ainda menções a um possível “arrastão” em meio ao público.
Em diferentes relatos, frequentadores afirmam que procuraram a equipe de segurança após perceberem os furtos, mas não houve resposta efetiva.
Segundo uma vítima, “eles diziam que não podiam fazer nada”. Outro relato aponta que um segurança chegou a reagir com deboche diante da situação, dizendo: “Mais um!”. Também há queixas sobre a ausência de reforço na segurança e falta de avisos ao público, mesmo com o aumento dos registros ao longo da noite.
O Município entrou em contato com o organizador do evento para obter posicionamento sobre os casos e as medidas de segurança adotadas, mas não houve retorno.
Planejamento da segurança
A atuação da Polícia Militar em eventos privados de grande porte depende do cumprimento de protocolos por parte dos organizadores, incluindo a apresentação prévia de informações e documentações necessárias para a realização do evento.
Fonte:O Município de Brusque