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Polícia Civil prende responsáveis por clínica clandestina em SC
Por Administrador
Publicado em 29/10/2026 16:16
Segurança

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Schroeder, com apoio da Delegacia de Guaramirim e da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DEAM) de Jaraguá do Sul, prendeu preventivamente as responsáveis por uma clínica clandestina de acolhimento que funcionava no bairro Duas Mamas, em Schroeder.

As investigadas são suspeitas de cometer crimes contra as pacientes e aplicar golpes nas famílias.

Durante a operação, os policiais localizaram duas mulheres que estavam desaparecidas e sem contato com familiares desde que foram transferidas do estabelecimento pelas suspeitas.

As investigadas foram presas em São Francisco do Sul, onde, segundo a polícia, já haviam se instalado em uma nova casa com vários quartos, aparentemente destinada à abertura de outra clínica clandestina.



Clínica passou por três municípios

Conforme as informações do escrivão Marco Willians, responsável pela Delegacia de Schroeder, a instituição funcionou inicialmente em São João Batista, depois em Major Gercino e, posteriormente, foi transferida para Schroeder, onde se instalou no bairro Duas Mamas, em março de 2026.



Desde então, a Polícia Civil passou a receber denúncias de irregularidades e violações de direitos das mulheres acolhidas.

No dia 15 de outubro, uma operação conjunta da Polícia Civil, da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Assistência Social resultou na interdição do estabelecimento, que não possuía autorização para funcionar.

Segundo a investigação, antes do fechamento, as responsáveis tentaram esconder pacientes, transferindo várias delas secretamente para outros locais.

Mais de 20 vítimas identificadas

Até o momento, a Polícia Civil identificou mais de 20 vítimas diretas e indiretas, considerando boletins de ocorrência e depoimentos registrados nos três municípios por onde a clínica passou.

Segundo a polícia, as famílias acreditavam estar contratando uma instituição regularizada, com equipe médica especializada. No entanto, pagavam mensalidades elevadas e taxas adicionais por consultas e exames que não eram realizados.

Entre os crimes investigados estão maus-tratos, cárcere privado, internação clandestina e estelionato.



As denúncias incluem agressões físicas e verbais, alimentação racionada ou imprópria, falta de higiene, privação de medicamentos de uso contínuo e internações forçadas, sem autorização médica ou judicial.

As investigadas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os fatos e identificar possíveis outras vítimas.

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