O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deve pedir à Justiça que o processo contra o ex-piloto Pedro Turra seja enviado ao Tribunal do Júri, com reclassificação do crime para homicídio qualificado. Turra está preso acusado de agredir o adolescente Rodrigo Castanheira, que morreu neste fim de semana, em Brasília.
A mudança ocorre porque, no encerramento do inquérito da Polícia Civil, na sexta-feira (6), Rodrigo ainda estava internado. Naquele momento, o caso foi enquadrado como lesão corporal gravíssima. Com a morte do adolescente no sábado, o cenário jurídico mudou, abrindo espaço para que o crime seja tratado como homicídio, que prevê pena mais severa.
Embora o Ministério Público ainda não tenha apresentado denúncia formal, o encaminhamento do caso para a promotoria do júri indica que Pedro Turra pode passar a responder por homicídio qualificado. Procurada pelo Reoortagem, a defesa do ex-piloto informou que não irá se manifestar.
Relembre o caso
A agressão ocorreu na madrugada de 23 de janeiro, em frente a um condomínio. Pedro Turra atacou Rodrigo Castanheira, que caiu e bateu a cabeça na porta de um carro, sofrendo traumatismo craniano. O adolescente chegou a ser internado, mas não resistiu aos ferimentos.
Inicialmente, Turra foi preso em flagrante, mas acabou liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil. No entanto, voltou a ser alvo de prisão no dia 30 de janeiro. Após a repercussão do caso, pelo menos outras três ocorrências de agressão envolvendo o ex-piloto vieram à tona.
Nova linha de investigação
Na última semana, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontou uma reviravolta na investigação. A versão inicial indicava que a agressão teria sido motivada por uma discussão banal envolvendo um chiclete.
Com o avanço das apurações, a polícia passou a trabalhar com uma nova hipótese. Segundo a investigação, Rodrigo Castanheira teria se aproximado, pelas redes sociais, de uma ex-namorada de um amigo de Turra, também piloto. Incomodado com a situação, esse jovem teria pedido a Pedro Turra que fosse até o local para “dar um susto” no adolescente.
Para a polícia, essa mudança de motivação altera significativamente o enquadramento do caso. Se confirmada, a agressão deixa de ser vista como um ato impulsivo e passa a ser tratada como uma ação premeditada, possivelmente uma emboscada motivada por ciúmes, com a participação de ao menos duas pessoas.
Fonte:Scc10